A Vara da Justiça Federal, que começou a funcionar em junho em Campo Mourão está hoje com o dobro de funcionários previstos. Novos empregados tiveram que ser contratados em três meses porque o número de processos em tramitação é bem maior que a previsão inicial. ‘‘Estamos com 3,6 mil processos em andamento e nossa previsão era de 1,5 mil’’, disse o juiz Erivaldo Ribeiro dos Santos.
A maioria dos processos em tramitação em Campo Mourão já estava em andamento quando a Vara Federal foi implantada. Eles foram transferidos da Justiça Federal de Maringá, Umuarama, Cascavel e Guarapuava, sem contar os casos que tramitavam na Justiça Estadual devido à inexistência na região de uma Vara Federal. ‘‘O número de processos iniciados na nova Vara ainda é inexpressivo’’, afirmou Santos.
Com tantos processos, o número inicial de funcionários (10), teve que ser ampliado para 20, incluindo dois estagiários. Segundo Santos, o número de ações em Campo Mourão ainda não é considerado exagerado. ‘‘O ideal, para se trabalhar com tranquilidade, é que cada juiz fique com cerca de 2 mil processos’’, explicou. No caso de Campo Mourão, a chegada de um juiz substituto normalizaria a situação. A presença de um novo juiz, porém, ainda não tem previsão.
‘‘Não temos previsão nem garantia que, ao término de um concurso que está sendo realizado, haverá um juiz substituito designado para Campo Mourão’’, ressaltou Santos. ‘‘Não sabemos quantos vão passar e, além disso, existem varas mais necessitadas’’. Em Campo Mourão, que abrange 28 municípios, predominam ações de execução fiscal, previdenciárias e de pagamento do Fundo de Garantia. ‘‘Elas são cerca de 70% do total’’, disse o juiz federal.