Assim que foi deflagrada a greve, a Urbs começou a cadastrar vans e carros de passeio para circularem como lotação. Somente pela manhã, 450 carros tinham sido cadastrados. A Urbs esperava chegar a 900. O valor do transporte por pessoa ficou estabelecido em R$ 2,50.
A possibilidade de ganhar dinheiro extra fez com que muitos motoristas fizessem fila na rodoviária de Curitiba, onde estava sendo realizada a vistoria dos carros para pegar o cadastro. ‘‘As condições e os documentos dos carros são verificados’’, disse o gerente de vistoria Élcio Luiz Karas. No entanto, durante o tempo em que a reportagem da Folha esteve no local, a vistoria nas condições dos veículos não foi realizada. Os motoristas apenas mostravam os documentos e ganhavam a placa de identificação como lotação cadastrada da empresa.
O professor Alexandre Ximenes Magron, 23 anos, demorou menos de cinco minutos entre estacionar o carro particular – um Monza – e pegar a placa de identificação. ‘‘Estou de férias, é uma oportunidade de aumentar o orçamento’’. O motorista Eduardo Gumunski, 23 anos, também aproveitou as férias escolares e cadastrou a van em que trabalha para transportar passageiros durante a greve.

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