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César Brustolin/PMCFuncionário da empresa Cristo Rei inicia a troca do pára-brisa dianteiro de um veículo, destruído pelos arruaceiros Torcedores de times futebol provocaram na noite de anteontem mais um cena de vandalismo em Curitiba, a segunda em menos de um mês. Trinta e um ônibus foram destruídos depois da partida entre Atlético e Paraná, realizada com entrada gratuita no Estádio do Pinheirão. Duas pessoas ficaram feridas.
O motorista de ônibus Emílio Wilczak, 37 anos, foi atingido na cabeça por uma pedra e conduzido ao Hospital Evangélico. Ele foi liberado horas depois. O torcedor Michael Adriano, 16 anos, também ficou ferido.
A depredação dos ônibus ocorreu em locais afastados do estádio, principalmente nos bairros Centenário, Pinheirinho e Portão. Cerca de 45 mil pessoas compareceram ao campo durante o jogo, segundo a Federação Paranaense de Futebol.
Na noite de anteontem, a Polícia Militar registrou 14 ocorrências. Apedrejamento de casas, veículos, telefones públicos e pessoas foram as principais queixas.
‘‘O que aparecia pela frente era destruído. Árvores, estações-tubos e telefones foram danificados’’, disse o capitão oficial do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Roberson Luiz Bondaruk. Segundo ele, para a polícia fazer frente a esse tipo de violência seria necessário um policial para cada torcedor. Cerca de 200 policiais ficaram no estádio. Outros 300 policiais foram distribuídos em viaturas em outras áreas da cidade.
Medidas como o fim das torcidas organizadas e a cobrança de uma taxa no ingresso dos jogos para reparar os danos causados pelos vândalos não serão adotadas. A proposta foi feita pela Urbs (empresa que gerencia o transporte em Curitiba) no final de janeiro, depois do jogo Atlético e Coritiba, quando 14 ônibus foram destruídos.
‘‘Sou a favor do fim da violência e não das torcidas’’, disse o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi. Segundo ele, a ação de alguns vândalos é questão de polícia.
Neste ano, 191 ônibus foram danificados em Curitiba. Deste número, 41 depredações ocorreram depois de jogos de futebol. Ano passado, 2.933 ônibus foram depredados por vandalismo na saída de jogos, bailes e danceterias - principalmente nas proximidades da Danceteria 1.250, no Cabral; Sistema X em Santa Felicidade; Praça Eufrásio Correa e Rodoferroviária.

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