Colocar a capela mortuária do Conjunto Luiz de Sá (Zona Norte) em funcionamento é uma questão de honra para a Prefeitura de Londrina que, por enquanto, perde a briga para os vândalos. Os frequentes roubos e depredações exigiram uma reforma que foi interrompida há uma semana por causa dos vândalos. ''Eles roubaram um lavatório, quebraram outro, levaram um vaso sanitário, danificaram a cuba de inox da cozinha e entortaram a porta de ferro que fica nos fundos do imóvel'', detalhou o superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Osvaldo Moreira Neto.
Da data da inauguração até agora, o prejuízo é de aproximadamente R$ 4 mil. Desde agosto do ano passado, o local está fechado por falta de condições. Além das louças sanitárias quebradas, os vândalos roubaram a fiação elétrica e quebraram os vidros das janelas. Enquanto isso, os velórios que deveriam ocorrer no local são realizados na capela do Cemitério Jardim da Saudade.
A construção da capela era uma reivindicação antiga da comunidade que sofria com a distância do cemitério. No passado, os velórios aconteciam no Centro Comunitário que hoje está com a luz cortada. Segundo a dona de casa Silvia Fernandes dos Santos e o desempregado Manoel Ribeiro Santana, os vândalos moram na vizinhança e a falta de denúncia é alimentada pelo medo de represálias. ''Eles fazem tudo à vista de qualquer pessoa, dia e noite, até mesmo em frente à delegacia. Nada acontece. Eu tenho mulher e filhos e não posso arriscar a segurança deles. Essa é a nossa realidade. Falta comando nesta cidade'', indigna-se Santana.
A pouca iluminação do local e a distância de residências facilita a ação dos vândalos que, segundo os moradores, circulam tranquilamente numa praça em frente à capela. A área faz divisa com um campo de futebol que também seria frequentado por pessoas suspeitas. Na opinião do delegado da 10 Subdivisão Policial, Airton Simplício, ''a solução cabe à Polícia Militar''. ''Mal damos conta dos inquéritos e dos presos. Se tivéssemos condições, com certeza, agiríamos'', respondeu. O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Marcos Castro Palma, foi procurado pela reportagem, mas não retornou os telefonemas e não foi encontrado pelo celular.
Para concluir a reforma da capela, a Acesf vai instalar um alarme monitorado que custará R$ 600,00 em equipamentos e mais R$ 100,00 mensais para manutenção. ''Espero que isso resolva'', disse Neto, que está levantando orçamentos.

mockup