Trabalhadores que utilizam diariamente a ciclovia que liga Maringá a Paiçandu foram surpreendidos na tarde de anteontem e manhã de ontem com tachinhas esparramadas em boa parte dos 7 quilômetros da pista. Muitos tiveram pneus das bicicletas furados, causando transtornos e atrasos.
O auxiliar de almoxarifado Roque Araújo Miranda, 35 anos, foi um dos atingidos pelo vandalismo. Ele utiliza diariamente a ciclovia para chegar ao trabalho e não esperava que a pista estivesse cheia de tachinhas. Anteontem, quando voltava do trabalho para casa, Miranda percebeu que o pneu dianteiro de sua bicicleta estava furado. ‘‘Tive que fazer o resto do percurso a pé, mas o duro não é isso. O pior é saber que tem gente que faz este tipo de coisa para atingir trabalhadores’’, desabafou.
Miranda ficou ainda mais surpreso na manhã de ontem, quando chegou na empresa e constatou que vários amigos dele também estavam ‘‘furiosos’’ com a ação dos vândalos. ‘‘Muitos de nós estão dispostos a utilizar a rodovia com receio de que a ciclovia ainda esteja infestada de tachinhas.’’ A rodovia que liga Maringá a Paiçandu tem tráfego intenso e é bastante perigosa.
O tenente da Polícia Rodoviária de Maringá, Renato Nildemberg Júnior, desconhecia a ação dos vândalos na ciclovia. Entretanto, ele disse que iria comunicar o Departamento de Estrada e Rodagem (DER) para fazer a limpeza da ciclovia. ‘‘Se os ciclistas começarem a utilizar a rodovia vai ser realmente muito perigoso’’, reconheceu. Segundo dados da Polícia Rodoviária, cerca de 400 trabalhadores utilizam a ciclovia todos os dias.

mockup