Ibiporã - O prazo para a entrega da Unidade de Saúde Básica para Atenção Integral à Mulher e à Criança, no Jardim Semprebom, em Ibiporã (Norte), estava previsto para daqui a um mês, mas agora, deverá se estender para mais de três meses. A causa para todo este atraso é a ação de vândalos, que destruíram toda a fachada em vidro e o abrigo do vigia do local, no final da tarde de domingo, por volta das 18h. Os prejuízos são estimados em R$ 15 mil.
Para especialistas, a valorização da cultura e da educação são soluções para reduzir os casos de vandalismo, que são comuns em obras públicas e em todas as cidades.
Segundo o trabalhador César Lima, um operário estava morando na obra para evitar o acesso ao local. ''Mas foi tudo muito rápido. Eles abordaram o operário quando retornava do supermercado e em seguida foram quebrando tudo que tinha pela frente. Destruíram a geladeira, o fogão, a cama e depois foram quebrando os vidros. Por sorte, ele conseguiu fugir. Ele está muito assustado com a violência'', conta César, ao informar que o operário foi agredido com socos e empurrões, mas passa bem.
A secretária de Saúde de Ibiporã, Leilaine Furlaneto Rodrigues, esteve no local ontem de manhã. ''Falta consciência cívica nessas pessoas. Elas não entendem que o patrimônio é para todos e que essa atitude só vai prejudicar a comunidade'', diz.
Com um custo de mais de R$ 400 mil do governo estadual, o centro ocupa uma área de mais de 250 metros quadrados e foi projetado para atender cerca de 20 mil famílias, que serão beneficiadas com atendimento às gestantes de risco, pediatria e saúde bucal.
Para a moradora Elaine de Souza, que está no bairro há sete anos, o Centro é um alívio para quem depende do atendimento em saúde pública. Ela, que tem cinco filhos, estava ansiosa para o funcionamento da unidade. ''Isso é um prejuízo enorme para nós. A vizinhança toda está assustada'', comenta.
A prefeitura disponibilizou um segurança, que a partir de agora, fará a vigilância na obra.
Mais ocorrências
As depredações de espaços públicos por vândalos não é sazonal. Constantemente, este tipo de ocorrência é noticiada pela FOLHA. Em todos os casos, a cena é a mesma: locais de uso comunitário são destruídos sem motivo.
Segundo Leilaine, a secretaria já gastou cerca de R$ 10 mil nos últimos oito meses, com reparos decorrentes de depredações e vandalismo. ''A população de Ibiporã está assustada com os últimos acontecimentos'', ressalta.
De acordo com a administração municipal, essa é a terceira ocorrência do gênero neste ano. Em junho, duas creches foram depredadas, além do banheiro público, que foi alvo de uma bomba.
O delegado da Polícia Civil de Ibiporã, José Arnaldo Peron, diz que os suspeitos já foram identificados e que são adolescentes. ''Geralmente são menores de idade e isso é porque eles não têm uma estrutura familiar e são usuários de drogas'', afirma.
De acordo com o tenente Marcelo do Nascimento, da Polícia Militar, as rondas no período noturno foram intensificadas após essas denúncias. Segundo ele, ''esses episódios não são comuns no município''. E, apesar do trabalho policial de prevenção, Nascimento revela que os vândalos aguardam a passagem da viatura para agir. ''Por isso, é muito importante que a comunidade nos ajude, denunciando pelo 190'', diz.

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