Vândalos aumentam gasto com o trânsito
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2002
Lucinéia ParraEquipe da Folha 
Maringá - O roubo e a destruição de placas de sinalização do perímetro urbano de Maringá consomem em média R$ 50 mil por ano e colocam em risco a segurança no trânsito local. A cidade tem uma demanda reprimida de 15 mil placas, mas a Secretaria Municipal de Transporte só vem fazendo reposição anual de aproximadamente 1.300 placas consideradas essenciais em trechos de intenso tráfego. O que mais preocupa a secretaria é que 70% dos cruzamentos na cidade estão sem sinalização.
Quem depreda ou rouba uma placa não tem consciência de que está colocando em risco a própria vida, diz o secretário de Transporte, Renato Victor Bariani. Segundo ele, a falta de placas dá margem para que o motorista faça barbaridades no trânsito de Maringá. Ele explica. por exemplo, que em casos de vias sem sinalização, vale a regra do próprio Código Brasileiro de Trânsito, que determina dar a preferência para o veículo que está à direita. No entanto, ninguém se lembra disso e o motorista sempre acha que está na preferencial, principalmente se estiver em uma descida, afirmou.
De acordo com Bariani, a destruição e o roubo de placas só devem diminuir na cidade a partir de uma ampla campanha de conscientização. Vamos tentar mostrar a importância da preservação das placas de sinalização e criar um senso de responsabilidade coletiva. Paralelamente estaremos tentando idenficar os responsáveis, já que o vandalismo é crime, disse o secretário.
Bariani acredita que muitos dos acidentes ocorridos na cidade são consequências da falta de atenção e negligência do próprio motorista, mas adverte que a sinalização deve ser eficiente para evitar números alarmantes de ocorrências. Só este ano, foram registrados em Maringá 392 acidentes com seis vítimas fatais. O número, segundo Bariani, assusta, mas deve ser analisado dentro de um amplo contexto. Não basta dizer apenas que é por causa da sinalização, porque os trechos com maior incidência de acidentes estão bem sinalizados, argumenta. De acordo com o tenente do 4º Batalhão da Polícia Militar, Ideval de Oliveira, em quase 100% dos acidentes a causa é falha humana. Tanto o motorista quanto o pedestre, ciclista e motociclista são desatentos e negligentes no trânsito, afirmou.


