Atos de vandalismo contra ônibus que fazem linhas intermunicipais e interestaduais estão assustando motoristas e passageiros na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Já estão se tornando comuns as ocorrências de apedrejamento de ônibus, principalmente na BR-116, rodovia que liga Curitiba a São Paulo.
Na madrugada de ontem três veículos – dois da Viação Catarinense e um do Viação Cometa – foram apedrejados na altura da favela conhecida como Zumbi dos Palmares, próximo ao Trevo do Atuba. Um passageiro da Viação Cometa ficou ferido. Uma das pedras acertou a cabeça de José Alves do Nascimento, que foi medicado no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, e liberado em seguida.
Levi Alves, passageiro de um ônibus da Catarinese que fazia a linha Curitiba São Paulo, disse que no princípio todos acharam que era um assalto e pediram ao motorista que não parasse o ônibus. Segundo Levi, a ação dos vândalos causou pânico dentro do ônibus. Algumas pessoas chegaram a passar mal.
Arlindo Vieira da Rosa, inspetor da Viação Cometa, disse que esse tipo de situação está se tornando comum, principalmente nas viagens noturnas e de final de semana. ‘‘Todas as semanas temos ônibus quebrados pelos vândalos’’, lamenta Vieira.
De acordo com o inspetor, o perigo é uma lombada eletrônica instalada na BR–116, bem na altura da Zumbi dos Palmares. ‘‘Os vândalos aproveitam a baixa velocidade dos ônibus para aterrorizar’’, disse o inspetor. Ele acredita que a única maneira de combater os vândalos é o reforço do policiamento na região.
Gerson Raulino, da Auto Viação Catarinense, disse que o problema não se restringe apenas à 116, mas acontece também na Avenida das Torres. As empresas garantem que já acionaram a polícia por várias vezes, mas até agora nenhuma atitude concreta foi tomada para combater a ação dos vândalos.
Os motoristas não acreditam que sejam atos de puro vandalismo. De acordo com Raulino, a intenção dos vândalos pode ser parar o ônibus para assaltar os passageiros.
Quando um ônibus é apredejado, o motorista faz de tudo para não parar o veículo. A orientação é seguir até o posto de combustíveis mais próximo, cahamar a polícia e substituir o carro apedrejado. Depois do risco de sair ferido com um pedra ou estilhaço de vidro, o passageiro passa pelo trasntorno de atrasar a viagem. (Colaborou Fernanda Ongaratto)

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