Alunos da Escola Municipal Noêmia Malanga, no Jardim João Turquino (Zona Oeste de Londrina), estão deixando de ir às aulas temendo atos de vandalismo e ameaças. A escola foi alvo de vândalos na semana passada, quando o carro de uma professora foi danificado e o prédio foi depredado e, desde então, o clima é de insegurança. Desde a última sexta-feira, uma viatura da Patrulha Escolar foi especialmente deslocada para a região, com o objetivo de garantir a segurança dos alunos.
Com a presença dos policiais, a situação é de tranquilidade, mas as reclamações quanto à insegurança continuam a chegar e parte significativa dos alunos do período noturno estão deixando de ir às aulas. Quem afirma é um dos funcionários da escola, que preferiu não se identificar, temendo represálias por parte do grupo de vândalos. ''Os adolescentes que atacaram a escola na última quinta-feira são ex-alunos. Eles conhecem os professores que, na maioria, são moradores aqui do bairro. Não podemos nos arriscar'', disse o funcionário.
De acordo com a tenente Roberta Mildemberger, do setor de relações Públicas do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Londrina, o deslocamento de uma viatura da patrulha escolar para o Jardim João Turquino mostrou-se necessário para a garantia da segurança de alunos e professores da escola. ''Os professores receberam ameaças e esta era a forma mais rápida de garantir a segurança deles'', disse.
A secretária municipal de Educação, Carmen Sposti, avaliou o caso da escola como ''uma situação isolada''. ''Não são ocorrências registradas com frequência, até porque os alunos de escolas municipais são menores'', explicou. Ainda assim, a secretária afirmou que em reuniões realizadas com o comando do 5º BPM, foi solicitada a extensão da Patrulha Escolar para as escolas municipais de Londrina.
Casos graves e semelhantes ao da escola do Jardim João Turquino já foram registrados pela polícia em Londrina. No ano passado, um aluno foi baleado por um colega que levava uma arma de fogo dentro da mochila, no Colégio Estadual São José, no Jardim Leonor (Zona Oeste). E na semana retrasada, uma aluna do Colégio Estadual Ubedulha de Oliveira, no Conjunto Luiz de Sá (Zona Norte), foi espancada por colegas ao sair da escola. O caso foi levado ao 5º Distrito Policial e tramita na Vara da Infância e Adolescência.
Os casos, todos ocorridos em escolas do Estado, não preocupam o chefe do Núcleo Regional de Educação, Rony Alves dos Santos. Apesar de afirmar que o ideal seria que ocorrências como estas não acontecessem, Alves também acredita que tais fatos sejam casos isolados. ''Este ano tivemos bem menos ocorrências que em 2003'', disse citando como exemplo o caso do Colégio Olavo Garcia, no Conjunto Avelino Vieira (Zona Oeste), onde 10 assaltos foram registrados até setembro do ano passado. ''No mesmo período deste ano, não tivemos nenhuma ocorrência'', disse, atribuindo o aumento na segurança à atuação da Patrulha Escolar.

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