Se depender dos postes com placas indicativas de ruas em Londrina, muitos transeuntes e motoristas podem ficar perdidos. Boa parte desse tipo de sinalização está danificada, seja por ação do tempo, de vândalos ou de fortes ventos. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) diz que está concluindo uma licitação para o serviço de manutenção e expansão das placas.
No Centro da cidade, bem perto de pontos turísticos e culturais como a Catedral Metropolitana e a Biblioteca Municipal, sobrou pouco da placa fincada na esquina da Avenida Rio de Janeiro com Alameda Manoel Ribas. Rasgada ao meio, é provável que tenha sido alvo de vandalismo. Duas quadras para cima da mesma avenida, esquina com Pará, os nomes das vias foram pintados com tinta branca e ficaram ilegíveis.
A maioria dos postes de sustentação, bem como as próprias placas, está entortada. É possível que parte do estrago tenha sido provocado pelos mesmos temporais que derrubaram árvores e destelharam casas. Há casos, contudo, em que a ação criminosa é nítida, como nas placas colocadas no cruzamento das ruas Goiás e Escoteiros, na Área Central - uma foi enrolada sobre a outra.
''Isso é feio para a cidade. Além de dificultar a vida de quem não conhece nada por aqui, dá uma impressão de falta de cuidado'', observa a auxiliar de escritório Anna Paula Moreira, 28. ''Só pode ser coisa de desocupado ou 'chapado'. O pior é que a gente, que é trabalhador, paga pelo prejuízo'', reclama o carpinteiro José Carlos Martins, 45.
O diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, confirma o problema e diz que a deterioração das placas se agravou devido a dificuldades na contratação do serviço de manutenção. ''Estamos encerrando um processo licitatório que levou oito meses, uma briga grande entre as empresas concorrentes. O outro contrato havia vencido e por isso a demanda se acumulou'', alega.
A empresa vencedora da licitação, cujo contrato está sendo fechado ''este mês'', de acordo com Grotti, terá de fazer a manutenção dos 1,6 mil conjuntos de placas da cidade. Também está prevista a expansão anual de 5% do mobiliário. O contrato permite a exploração de propaganda nas placas, pela qual a empresa deverá pagar um percentual à CMTU.
''A terceirização é vantajosa neste caso, porque é um serviço dispendioso, que exige pessoal e veículos para ir a todos os locais'', pondera. Para o diretor, a expansão deve contemplar apenas a Área Central e as avenidas, porque os bairros já possuem placas de endereço nas casas. ''Além disso, vai ser difícil explorar propaganda na periferia, porque são locais de menor movimento.''

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