Vandalismo gera prejuízos aos municípios
Todos os anos, milhares de reais são gastos pelas prefeituras para reparar estragos causados por atos de vandalismo e furtos. Prédios públicos e mobiliários urbanos são os alvos preferidos de ladrões e depredadores. Em Londrina, a empresa de telecomunicações Sercomtel é um dos órgãos públicos mais visados pelos ladrões, atraídos pelos cabos metálicos que compõem a rede de dados da companhia.
No ano passado, foram 147 casos de furtos, totalizando 10.038 metros de cabos um prejuízo calculado pela operadora em R$ 321.215,13. De 1º de janeiro deste ano até o fim de maio, 5.214 metros de cabos foram furtados, gerando um prejuízo de R$ 139 mil. "O grande problema é que o vandalismo interrompe o serviço, afeta os usuários e a imagem da companhia", disse o diretor de Engenharia e Operações da Sercomtel, Flávio Borsato.
A Prefeitura de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro) estima em cerca de R$ 200 mil o prejuízo anual acarretado pelos atos de vandalismo. O caso mais recente aconteceu há 15 dias, quando toda a fiação do Espaço Cultural foi furtada. "Mas também temos muitos casos de lixeiras danificadas e pichações. É um dinheiro que poderia ser investido em outros setores, como a saúde, que é a nossa principal demanda. É um dinheiro praticamente jogado fora", afirmou o prefeito Fred Alves (PSC).
Em Paranavaí (Noroeste do Estado), a Guarda Municipal foi implantada há três meses para tentar conter a prática do vandalismo que, anualmente, acarreta um prejuízo de R$ 500 mil ao município. Somente no segundo semestre do ano passado, a Prefeitura de Campo Mourão (Noroeste) teve de substituir 150 placas de trânsito que haviam sido depredadas. Por ano, o vandalismo em placas de sinalização custa cerca de R$ 50 mil ao município.
Ato que produz estrago ou destruição de monumentos ou quaisquer bens públicos ou particulares.
Ato, considerado crime, de escrever ou rabiscar sobre muros, fachadas de edificações ou monumentos com tom de protesto ou insulto. Diferente do grafite.
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





