Florestópolis - Pela terceira vez neste ano que o Colégio Estadual Professora Eudice Ravagnani de Oliveira, em Florestópolis (Norte), foi depredado por vândalos. A última ocorrência foi registrada na madrugada de domingo, prejudicando mais de 1,3 mil alunos dos ensinos Fundamental e Médio. ''Como de costume, fui à escola no domingo para checar se estava tudo ok, pois não temos vigia no local. Quando cheguei, levei um susto'', contou ontem o diretor Roberto Ferreira, que acredita que os vândalos aproveitaram a forte chuva de sábado para pular o muro, sem serem vistos.
A grade de segurança e as portas de acesso da escola foram arrebentadas, assim como as janelas das salas de aula. Os invasores também picharam frases nas paredes e nos armários. Na sala de direção, os aparelhos eletrônicos foram roubados. ''Eles levaram computadores, aparelhos de som, máquina fotográfica, câmeras de segurança e destruíram vários documentos. Ainda estamos contabilizando os prejuízos'', afirmou. Os vândalos também tentaram arrombar a sala de informática, mas não conseguiram.
Segundo o diretor, as aulas não foram suspensas. ''Estamos mantendo as atividades, mesmo que precariamente'', revelou. Ferreira disse que há 40 dias a cozinha da instituição foi invadida e depredada. ''Destruíram tudo, inutilizaram toda a merenda'', lembrou. Conforme ele, apesar dos vários estragos, o sentimento de impotência é maior que o prejuízo material. O diretor afirmou que não há registros frequentes de violência na escola.
Relatório
A Polícia Militar da cidade informou à reportagem que já tem alguns suspeitos, mas afirma que as ocorrências de depredação em escolas do município não são comuns. A PM também informou que irá intensificar o patrulhamento em torno do colégio.
A chefe do Núcleo Regional de Ensino, Lucia Aparecida Cortez Martins, informou que esta foi a única escola neste ano alvo de vandalismo na região atendida pelo NRE. ''Estamos esperando o Boletim de Ocorrência e o levantamento do prejuízo na escola para encaminharmos um relatório para a Secretaria Estadual de Educação solicitando a reposição dos materiais roubados ou estragados'', disse. (Colaborou Michelle Aligleri)

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