Vandalismo e insegurança nas academias
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quarta-feira, 01 de agosto de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Lâmpadas e bebedouros quebrados, falta de peças nos aparelhos, lixo espalhado, placas de orientação para atividades físicas riscadas e ainda a presença de adolescentes utilizando drogas nos espaços, durante os períodos de menor movimentação. Este é o cenário que frequentadores das academias ao ar livre dos conjuntos Novo Amparo e Aquiles Stenghel (Zona Norte) encontram diariamente.
Essas ações de vandalismo e de descaso da administração pública trazem sensação de insegurança para os moradores próximos e deixa indignados os frequentadores que têm nos locais a única oportunidade de praticar os exercícios.
''A ideia da academia é boa, mas a falta de manutenção e cuidados desanimam qualquer um. A gente chega e vê um monte de bitucas de cigarro e cocô de cachorro espalhados pelo chão, além de aparelhos com peças faltando e sem lubrificação'', relata a promotora de eventos Lucilaine da Silva Marimoto, moradora do Aquiles Stenghel há cinco anos e frequentadora assídua do espaço. ''Já liguei várias vezes para a prefeitura, mas ninguém resolve. Eles vêm, dão uma olhada e ninguém faz nada.'' A academia no bairro foi inaugurada em setembro de 2010.
Para a auxiliar administrativo Edina Evangelista, também moradora do Aquiles, foi preciso mudar o horário da prática de exercícios para garantir mais segurança. ''Estou aproveitando para fazer tudo de manhã, porque é o horário que tem bastante gente e é mais iluminado'', diz. '''A noite está impossível, porque alguns adolescentes andaram quebrando as lâmpadas para esconder a venda e consumo de drogas.''
''A gente acaba não tendo tranquilidade para fazer a atividade física. Por exemplo, eu passo cerca de uma hora e mais aqui e não vejo um viatura da polícia passando'', destaca.
A mesma situação foi constatada pela FOLHA no Novo Amparo, cuja academia foi inaugurada em julho de 2010. A parte de cima do bebedouro está quebrada e um dos equipamentos havia sido retirado para manutenção. Além disso, a placa de orientação estava amassada.
Custo de R$ 24 mil
A reportagem conversou ontem de manhã com a secretária municipal do Idoso, Altina Gouveia, que informou que pelo menos quatro academias precisam de reparos urgentes. Segundo ela, a principal causa não seria a falta de manutenção, mas de cuidado dos próprios moradores e das ações de vandalismo. ''Essas academias são caras e não adianta só a prefeitura cuidar, os próprios moradores precisam valorizar esses espaços.'' Segundo ela, a prefeitura deve abrir um processo licitatório para contratar uma empresa que realize a manutenção.
O diretor de Operações da Guarda Municipal, Rafael Sampaio, informou que a corporção está trabalhando em seu limite máximo, com o patrulhamento de três viaturas em cada turno, visitando as academias pelo menos uma vez por dia. Segundo ele, a contratação de mais guardas ou o remanejamento dos que atuam em patrimônios públicos seria a única solução para o problema.
A reportagem tentou entrar em contato com a Polícia Militar, mas foi informada que ontem não havia expediente.
Os aparelhos disponíveis nas academias são alongadores, simuladores de caminhada e cavalgada, esqui, multiexercitador, entre outros. O objetivo da antiga administração do município era instalar 75 academias até dezembro. Até o momento, foram inauguradas 54. Cada academia tem o custo aproximado de R$ 24 mil, segundo informações divulgadas pela prefeitura.


