Os vendavais e as descargas elétricas são as principais causas das interrupções no fornecimento de energia em Curitiba. Mas a Copel, empresa responsável pelo fornecimento de energia em todo o Paraná, também enfrenta problemas inusitados para manter o serviço disponível para a população. Entre os mais comuns, apesar de corresponderem a no máximo 10% das ocorrências, estão o lançamento de objetos estranhos nas redes, roubo de cabos e acidentes de trânsito.
Só nos primeiros seis meses deste ano, 230 interrupções no fornecimento foram provocadas por objetos como pipas, correntes e arames. No ano passado, esses casos chegaram a 400. ‘‘Eles são arremessados principalmente por crianças, que se divertem ao verem os curto-circuitos provocados nos fios’’, explica Antônio Tadeu Pereima, gerente da Divisão de Operação de Curitiba da Copel.
O vandalismo também é um problema rotineiro para as equipes técnicas da Copel, que atendem as emergências. De janeiro a junho deste ano, as ocorrências chegaram a 113. Entre os casos mais comuns esteve o roubo de cabos de alumínio, que podem ser vendidos por peso. Segundo a Copel, este problema é mais comum no Litoral do Estado.
Os acidentes de trânsito também costumam provocar danos nas redes elétricas, quando os postes são abalroados por veículos. Este ano, 85 deles deixaram os curitibanos sem luz, o que representa 121 casos a menos que os registrados durante os doze meses de 1997. Até pequenos pássaros podem provocar interrupções, mas em menor número. Em seis meses, a Copel contabilizou 70 desligamentos provocados por aves, que batem as asas nos fios ou que constroem casinhas nas redes.
Tadeu Pereima diz que as interrupções de energia fazem parte da rotina da Copel. Ele considera alto o número de casos registrados e atendidos pela empresa. A Copel não sabe quanto gasta com o serviço, que é feito por 20 equipes de emergência.

mockup