Vandalismo e abandono ameaçam cursinho
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domingo, 28 de janeiro de 2007
Erica Shimamura<br> Reportagem Local 
Vidros quebrados, salas sem fiação, forro do teto estourado, pias do banheiro quebradas, sujeira e muitos outros sinais de vandalismo e abandono descrevem o local onde 479 alunos inscritos no Cursinho Pré-Vestibular União se prepararam no ano passado para o vestibular. Ontem pela manhã, os 42 alunos aprovados em 17 cursos na UEL e professores estiveram reunidos na escola para fazer a limpeza de uma das salas, preparando o local para fazer as matrículas das turmas de 2007.
O prédio fica na Rua Amapá, 616, próximo ao Centro Social Urbano, região central da cidade. Parte da edificação, cerca de seis salas e a casa do caseiro, foi cedida pela prefeitura à ONG que administra o cursinho gratuito, dirigido a alunos carentes da cidade e região. ''Como o cursinho só funciona à noite, nos fins de semana os vândalos roubam tudo - fiação do teto, torneiras, ventiladores, até mesmo os vasos sanitários dos banheiros'', denuncia o coordenador, Ederval Fernandes Guerreiro.
Além da parte ocupada pelo cursinho, a escola tem mais dois corredores de salas que, segundo Guerreiro se transformaram em ''mocó''. ''Os vândalos utilizam o local para uso de entorpecentes. Encontramos também camisinhas e até fezes humanas'', reclama.
O professor de história, Bruno de Oliveira, relata que já foram feitas reclamações junto à Polícia Militar e até à Secretaria de Educação, sem resultados. ''O maior problema são os receptadores, que compram este tipo de material roubado, pois o traficante não vai querer fios, mas o receptador recebe e compra'', questiona.
Já o professor de matemática, Eli Lombardi, acredita que a prefeitura deveria assumir o local e oferecer o espaço para que outras instituições possam ocupar as salas nos períodos da manhã e à tarde, além dos fins de semana.
Alunos e professores se reunirão nos próximos cinco fins de semana para terminar a limpeza das salas e reformar a parte elétrica e hidráulica da escola. Segundo Guerreiro, o cursinho é mantido por uma indústria de reciclagem de plásticos e por meio de doações. O trabalho teve início há sete anos, no bairro União da Vitória, Zona Sul, e já aprovou 207 alunos na UEL.
As inscrições estão abertas e são oferecidas 250 vagas. As aulas começam em março. Interessados devem participar das palestras oferecidas, marcadas para os dias 10 e 24 de fevereiro, às 14h, na escola. Interessados em fazer doações ou mais informações podem ser obtidas pelo fone (43) 3342-7712.


