Vandalismo causa prejuízo milionário
Israel Reinstein
De Curitiba
Desde o começo do ano, a Prefeitura de Curitiba vem gastando mensalmente em torno de R$ 320 mil em função do vandalismo. Lâmpadas quebradas, ônibus depredados, placas destruídas são alguns dos danos causados nos equipamentos públicos da cidade. O prejuízo causado pelos depredadores não fica restrito apenas à estrutura do município. De janeiro a setembro deste ano, a Sanepar registrou uma perda de R$ 120 mil com a destruição de estações de tratamento.
Entre os alvos preferidos dos vândalos estão os ônibus. Nos primeiros dez meses deste ano, foram destruídos 1.859 veículos, uma média de 206 ao mês. No ano passado, a média era de 204, totalizando 1.459. A depredação acontece em todas as regiões da cidade, no entanto são nas linhas alimentadoras, onde ocorrem com maior frequência, afirma Euclides Rovani, diretor da Urbs órgão que fiscaliza o transporte coletivo. Os vidros dos ônibus são os focos principais do vandalismo. O gasto para recuperação desses veículos foi de mais de R$ 430 mil recursos suficientes para comprar cinco ônibus convencionais.
Rovani explica que a maioria dos atos de depredação ocorre na região Sul da cidade, nos bairros Abranches, Boqueirão, Sítio Cercado e Cidade Indutrial. Geralmente, os atos violentos ocorrem durante as madrugadas.
Outro equipamento público atacado à noite é o de iluminação pública. Por mês, o município gasta R$ 60 mil na reposição de cerca de 900 lâmpadas. Até setembro, já havian sido repostas 8.196 lâmpadas, cada um uma com um custo unitário de R$ 6,00. Além disso, foram destruídas 2,5 mil luminárias, cada uma no valor de R$ 18,70.
A ação dos vândalos pode ser associada a falta de educação, afirma a superintendente de Obras Públicas e Serviço, Maria Lúcia Rodrigues, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Ela explica que em regiões onde se trabalhou com a comunidade e se integrou os destruidores, o resultado foi positivo. Um exemplo é o programa que arregimenta os grafiteiros a decorar a cidade. O programa tem surtido bons resultados, tanto que nos locais antes depredados, hoje a ação dos pichadores é pequena, afirma.
Mas não é apenas a má educação que motiva os vândalos. De acordo com a assessoria de imprensa da Sanepar, por mês entre dez a 15 tampas de ferro de poços são roubadas. O custo médio de cada tampa varia de R$ 10,00 a R$ 15,00. Os furtos são realizados para revender o material nos ferros-velhos.





