Da Sucursal

Fotos: Gilson AbreuCaroReparo de cada um dos 6.000 telefones públicos quebrados todo mês na Região Metropolitana custa em média R$ 150,00 à TeleparCerca de 250 ônibus urbanos, quase 6.000 telefones públicos e um incontável número de muros, veículos particulares, casas e edifícios todo mês são vítimas da ação dos vândalos de Curitiba e Região Metropolitana (RM). As cenas de violência deixaram de fazer parte apenas das saídas dos jogos de futebol para se tornarem uma rotina diária que ameaça a cidade.
‘‘O vandalismo é maior nas regiões de maior poder aquisitivo’’, diz o gerente da Divisão da Telefonia de Uso Público da Telepar, Diomar da Veiga. Ele informou que, dos 8.629 telefones públicos de Curitiba e RM, aproximadamente 5.900 sofrem ações de vandalismo todos os meses.
‘‘Destes, 1.900 são vítimas de destruição total ou quase total, como a retirada do disco, do monofone ou a ação de fogo ou tiros’’, explica o técnico. ‘‘Outros 4.000 telefones públicos sofrem danos leves, como riscos ou a obstrução do coletor de fichas com palito, papel ou chiclete’’, detalha.
Diomar da Veiga acredita que o vandalismo é mais frequente em bairros de maior poder aquisitivo porque nestes locais as pessoas não dependem do equipamento público. Veiga informou que um aparelho novo custa R$ 850,00 e cada conserto sai, em média, por R$ 150,00. ‘‘No ano passado, o prejuízo em Curitiba foi superior a R$ 130 mil’’, informa.
Ônibus - Outro setor recordista no acúmulo de prejuízos decorrentes do vandalismo é o de transportes públicos. Segundo o diretor de operações da Urbs, Euclides Rovani, ano passado o prejuízo com a depredação de ônibus e estações-tubo, além do não pagamento de passagens após os jogos de futebol, superou R$ 200 mil.
Rovani ressalta que os custos do vandalismo, embora representem uma despesa imediata para as empresas de transporte coletivo, são repassados à tarifa. No final, quem paga o prejuízo são os usuários.
O encarregado de tráfego da empresa Cristo Rei Irineu Jucke disse que em todos os finais de semana, independendente da ocorrência de partidas de futebol, a empresa registra a danificação de cinco ou seis ônibus articulados. Segundo ele, a recuperação de um carro custa em média R$ 4 mil.
Neste ano, 191 ônibus já foram danificados pelos vândalos - 41 depredações ocorreram depois de jogos de futebol, sendo que 31 foram registradas esta semana, no final da partida entre Atlético e Paraná, realizada segunda-feira, no Estádio do Pinheirão.

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