Furto de cabos elétricos e destruição de luminárias se tornaram problemas frequentes na região dos lagos Igapó I e II. A ousadia de vândalos foi ainda mais longe na tarde de domingo. Um grupo de pelo menos 15 pessoas acabou com a fonte luminosa instalada no Igapó II desde o dia 9 de dezembro do ano passado. Ontem, o Corpo de Bombeiros e técnicos de manutenção da Sanepar resgataram os componentes submersos do equipamento. Entre reparos e reposição de peças, a Sanepar, responsável pela fonte junto com a prefeitura, calcula um prejuízo de cerca de R$ 20 mil.
De acordo com o gerente regional da empresa, Oscar Fernandes, os vândalos estavam em cima da plataforma que sustenta a fonte quando a Polícia Militar chegou ao local. ''Eram mais ou menos 15 pessoas. Eles se assustaram com a polícia e acabaram tombando a fonte'', relatou Fernandes. ''E não é a primeira vez. Registramos casos semelhantes há alguns dias, só que agora a fonte não resistiu.'' Fernandes disse ainda que a fonte será recuperada nos próximos dias e novamente instalada. Algumas medidas de proteção serão tomadas para evitar novas investidas. ''Vamos colocá-la mais no meio do lago, uma distância aproximada de 60 metros da margem, e queremos também implantar uma cerca de proteção.''
A região dos lagos também sofre com outros problemas. O furto de cabos elétricos é bastante comum ao redor da pista do Igapó II. Para resolver o problema, a prefeitura irá implantar um novo sistema de fiação, com valas mais profundas e caixas de concreto para proteger as conexões dos cabos. Já no Igapó I, a destruição das lâmpadas é o que mais incomoda os usuários do local. ''Estamos estudando a instalação de superpostes em pontos críticos a fim de evitar depredação'', afirmou o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas. A prefeitura iniciará a reposição de lâmpadas e luminárias danificadas ou destruídas e cabos subterrâneos a partir do dia 1º no Igapó II. Outros pontos críticos, alvos de vândalos e ladrões de cabos, como os lagos Cabrinha (Zona Norte) e Dourado (Zona Sul), também serão contemplados.
O secretário de Obras disse que a Polícia Civil está tentando identificar as centrais de receptação dos cabos furtados. ''Eles furtam os cabos para revender os fios de cobre. Acho que a solução do problema está em prender esses receptadores.'' Freitas também teme que esse tipo de prática venha prejudicar ainda mais quem utiliza as pistas como instrumento de lazer. ''É uma tristeza muita grande, porque meia dúzia de pessoas acaba prejudicando muita gente que utiliza esse espaço público.'' Segundo ele, sem a iluminação ideal, é natural as pessoas sentirem medo em caminhar ou passear por esses locais à noite ou no fim de tarde.
A região dos lagos também concentra um dos principais índices de incidência de sequestro-relâmpago da cidade. Desde o início do ano, foram cinco ocorrências na região.

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