VANDALISMO - Dinheiro desperdiçado
Muros pichados, vidros e lâmpadas quebrados, cabos rompidos são apenas alguns exemplos de vandalismo que podem ser observados em qualquer lugar. Pouco mais de um mês após a instalação dos novos equipamentos da Zona Azul em Londrina, vários já foram pichados. A Praça da Juventude da Zona Sul precisou ser fechada alguns dias após a inauguração até que guardas municipais estivessem presentes, também devido à ação de vândalos. O que muitos não percebem é que o dinheiro usado para consertar ou repor o que foi quebrado sai dos cofres públicos, ou seja, do bolso de todos que pagam impostos e poderia ser investido em prol da comunidade.
Na Escola Estadual Albino Feijó Sanches, no Parque das Indústrias (zona sul), há cerca de dois anos a direção resolveu aproveitar as férias para fazer diversos reparos, como pintura das paredes e troca de cortinas e vidros. Na volta às aulas, além do ambiente renovado, os alunos encontraram colado na parede das salas o valor gasto em cada uma delas cerca de R$ 300. "Como são 21 no total, o custo ficou em torno de R$ 6,3 mil. Explicamos aos alunos que poderíamos ter gasto esse valor com material pedagógico, dicionários, materiais esportivos e até com mesas de pingue-pongue, para eles se divertirem nos intervalos", conta o diretor Marcos Waldemir Buche. Ele explica que os professores também desenvolveram trabalhos para conscientizar os alunos sobre a importância de preservar o patrimônio público.
Em Paranavaí (Noroeste), foi feito um levantamento dos custos anuais com o vandalismo. "Apuramos que cerca de R$ 500 mil são usados para consertar ou substituir equipamentos, objetos ou prédios públicos depredados. São vidros quebrados, torneiras furtadas, pias destruídas, paredes pichadas. "Seria suficiente para pavimentar 10 quadras por ano ou recapear 15 quadras ou, ainda, construir um posto de saúde (UBS) por ano. No final de uma gestão (quatro anos), seriam 40 quadras asfaltadas ou 60 recapeadas ou, ainda, quatro novos postos de saúde."
O nome deriva do povo vândalo, um dos povos bárbaros que cometeram invasões e ataques ao Império Romano (27 a.C. - 476 d.C.)
No Brasil, a lei que pune a pichação tem base na lei de crimes ambientais e prevê multa e detenção de três meses a um ano; em caso de monumento, detenção mínima de seis meses
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





