Vampiro ou lobisomem? Ou será um ET?
Paulo San MartinA testemunhaO tratorista Alaor mostra o local onde viu o animal desconhecido: Tinha o trote desengonçado, parece que andava rebolandoO primeiro caso de investigação pelo Cepex ocorreu há dois anos na cidade de Capivari, interior de São Paulo. Um grupo de campistas chegou a ser atacado pelo bicho, enquanto dormia em uma casa de sítio da região. Dias antes, em diversas propriedades agrícolas, animais haviam sido mortos e eram encontrados completamente sem sangue, marcados por feridas estranhas. Os proprietários estavam organizados em patrulha para caçar o que acreditavam ser integrantes de seitas satânicas.
Dias depois de atacar os campistas, o bicho foi encontrado morto com três perfurações no peito e no ventre. O cadáver chegou a ser fotografado. Mas este caso só chegou até nós um ano depois, quando as histórias do chupa-cabras se tornaram conhecidas no Brasil e um dos campistas resolveu nos procurar, conta Eduardo Mondini. A foto foi levada para a Unicamp, e os biólogos que analisaram concluíram apenas que não existe nenhum animal conhecido que apresente esta morfologia. Ainda voltamos ao local para falar com os sitiantes da região na tentativa de localizar o corpo, mas sem resultados. Já havia passado muito tempo diz Mondini.
A partir do início de 96 os casos se multiplicaram. Pelo menos três deles foram exaustivamente investigados pelo Cepex. Na cidade paulista de São Roque os pesquisadores conseguiram obter um molde de pegadas deixadas pelo animal em uma plantação de alcachofras, no Sítio Pessegueiro. O proprietário do sítio, Eduardo Roberto de Moraes, pediu socorro depois de encontrar as pegadas, por vários dias seguidos, que se repetiam de maneira insistente. Eu apagava as primeiras, e logo surgiam outras. Como nunca tinha visto nada igual, fiquei assustado, conta .
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A notícia chegou aos ouvidos do Cepex, que foi investigar. Quando chegamos, elas ainda estavam bem vivas. Tiramos vários moldes em gesso, conta Antônio Faroni, um dos pesquisadores do centro.
A ausência absoluta de qualquer outro indício do animal, além das pegadas, intrigou o grupo do Cepex, que decidiu realizar, nos dias seguintes, uma verdadeira operação pente fino, entrevistando exaustivamente diversos proprietários rurais e caseiros da vizinhança. Os depoimentos deste pessoal mais simples têm grande valor documental. Como eles têm poucas informações sobre estes assuntos, acabam fornecendo relatos muito objetivos e sinceros, explica Eduardo Mondini. E foram duas pessoas com este perfil que fizeram o mais típico relato de aparição de um chupa-cabras.
Iti Shyomi e seu caseiro Emílio dos Santos contaram ao pessoal do Cepex que em março de 96, sete meses antes do aparecimento das pegadas, uma ovelha adulta e dois carneiros de seu sítio apareceram mortos de maneira estranha. Eles apresentavam duas perfurações bem visíveis na garganta, com pequenas marcas de sangue. Mas os dois só ficaram realmente impressionados ao constatar que todo o sangue dos animais fora drenado e não havia uma única gota de sangue no solo, no local onde eles foram encontrados.
Para eles, aquilo havia sido provocado por algum vampiro ou pelo lobisomem. Por isso, a única precaução que tomaram foi espalhar réstias de alho por toda a propriedade, conta Mondini.
Pêlos do chupa-cabra: sem semelhança com os outros animais
Em duas ocasiões diferentes, o Cepex obteve o que acredita ser amostra de pêlos de chupa-cabras. O primeiro caso aconteceu no município de Vargem Grande do Sul, em agosto de 96. Ali, e na vizinha cidade de São Roque da Fartura, teriam ocorrido vários avistamentos de Ovnis (Objetos voadores não-identificados), seguidos de histórias de animais mortos e outros, estranhos, vistos por moradores locais. O caso foi noticiado por diversos jornais e telejornais da região.
Uma das testemunhas, Alaor Bernardes, tratorista da Fazenda 3 Barras de Cima, estava arando a terra junto com seu filho quando viu um animal grande saindo do mato. Ele era diferente de tudo que eu conhecia. Nunca vi nada igual nem em revistas nem na televisão. Tinha o trote desengonçado, parece que andava rebolando, conta Bernardes. Quando chegou diante de uma cerca de arame farpado, o animal bateu o peito contra ela. Achei que era meio abobalhado, pois não percebeu o arame. Mas, logo depois, com bastante agilidade, deitou-se no solo e arrastou-se por baixo da cerca. Mas acabou se esfregando muito no arame, que era bem baixo, diz.
Chamado no local no dia seguinte, o grupo do Cepex conseguiu recolher vários fios de pêlo, encontrados em chumaços nas farpas do arame por onde o bicho havia passado.
Por enquanto não tivemos possibilidade de analisar este material. Precisamos conseguir um laboratório que faça o exame genético deste pêlo, afirma Oswaldo Mondini. (P.S.M.)





