Vamos correr contra o tempo
Os representantes das prefeituras que participaram do curso sobre resíduos sólidos se mostraram animados com a possibilidade de formar consórcios. O prefeito de Florestópolis (Região Metropolitana de Londrina), Onício de Souza, explicou que o município conta atualmente com um aterro controlado, o que na prática é considerado um lixão. "O custo é muito alto para o aterro sanitário, por isso talvez a saída seja mesmo o consórcio. Vamos correr contra o tempo e espero que o governo do Estado possa nos ajudar nessas parcerias. Já temos a coleta seletiva, a população está bem consciente, mas queremos que o reciclável seja ainda mais aproveitado."
A presidente do conselho municipal do Meio Ambiente de São João do Ivaí (Vale do Ivaí), Rosângela Aparecida Bombarda Barradas, contou que o município até construiu um aterro sanitário, que agora está operando como controlado. "Queremos fazer realmente um aterro sanitário. A dificuldade é também a conscientização das pessoas, temos que estar em uma constante campanha para separar o lixo de maneira correta. Agora estamos criando uma cooperativa de recicladores", destacou.
No Norte, Cornélio Procópio conta com um aterro sanitário e tem seus resíduos recolhidos através de contrato com a Sanepar. O coordenador do Departamento de Meio Ambiente, Oscar Francisco Balarin, diz que o aterro está bem estruturado, mas que a coleta apresenta problemas. "A Sanepar não está fazendo a coleta do reciclável como deveria ser, deixando as associações de coletores de lixo reciclável em situação muito difícil, não tendo renda", reclamou.
Através de sua assessoria de imprensa, a Sanepar afirmou que o contrato é regular e que a coleta é feita diariamente. Também afirmou que os materiais reciclados estão sendo entregues para a associação responsável.(E.G.)





