''Temos uma demanda muito grande nessa área jurídica. As pessoas têm uma necessidade de orientação muito grande, e geralmente não têm a quem recorrer'', reconhece Ana Cássia Jorge Cestari, diretora da APS Down. Para ela, essa iniciativa de apoiar as entidades filantrópicas deveria ser adotada também por estudantes de outras áreas, como psicologia, assistência social, educação física e pedagogia.
Cirene Cristina de Pádua é um exemplo de mãe que precisou buscar as informações necessárias na própria entidade. Mãe de Gabriela, 5 anos, Cirene procurou a APS Down quando a filha tinha apenas 2 meses de vida, e, como a maioria das mães, chegou sem saber quais os direitos da filha. ''As informações que tive consegui aqui, através da assistência social. Foi assim que pude receber benefício pelo INSS, por exemplo'', revela.
Para Cirene, há ainda uma dificuldade muito grande para conseguir informações sobre os direitos das pessoas com deficiência. ''Não sabia, por exemplo, que há isenção de impostos para comprar um carro. Soube por outras mães. Com esse trabalho vamos conhecer melhor os nossos direitos. Tendo esse suporte vai ficar bem mais fácil''. (A.I.)

mockup