O sistema de coleta seletiva em Londrina começou a ser organizado em 2001 e a estruturação desse trabalho garantiu prêmios ao município, que já foi considerado modelo em reciclagem. Em 2009, quando a administração municipal decidiu acabar com as ONGs para transformá-las em cooperativas, houve uma queda no volume coletado e reciclado e até hoje os cooperados se queixam que o deficit não foi compensado.

A analista ambiental da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), no entanto, discorda que ocorra defasagem no sistema. "Tenho acompanhado desde 2011 o histórico da coleta seletiva e o que vejo é que na época das associações tinha-se mais liberdade. Com os contratos, tem-se um maior controle, mas Londrina continua sendo referência não só na quantidade de materiais recuperados, como na coleta. Na inclusão do catador, o município é pioneiro e na contratação da coleta com as cooperativas de catadores, Londrina tem o maior índice dentro do que eu já verifiquei entre os municípios com coleta seletiva", rebate Eliene Moraes.

Segundo a analista, em 2016 10% de todo o volume de lixo coletado no município foram reciclados pelas cooperativas, o que corresponde a 13 mil toneladas contra as 126 mil toneladas de orgânicos e rejeitos. Neste ano, o índice de material reciclado até agora está em 7%. "Conseguiríamos chegar a 20% se toda a população colaborasse", afirma Moraes. "Estamos começando a fazer um levantamento de quanto se perde de material reciclável por não ter comprador aqui na região. Sem comprador próximo o valor pago não compensa o transporte."

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