A presidente do Conselho Estadual de Alimentação Escolar, Márcia Stolarski, considera ‘‘uma piada’’ o valor destinado pelo Ministério da Educação para a compra do lanche escolar. Segundo ela, essa verba é insuficiente para que os municípios cumpram a lei que determina que a merenda deve suprir 15% das necessidades nutritivas dos estudantes.
Márcia explica que boa parte das escolas utilizam recursos da prefeitura para a compra da merenda. ‘‘Nós recebemos o mesmo valor de 1993, só que a carne e o leite subiram muito. Então o município precisa nos ajudar com recursos da secretaria da educação’’, reclamou Ivone Ribastska, coordenadora da Comissão Municipal de Alimentação Escolar de Porto Amazonas, na Região dos Campos Gerais.
Em Inácio Martins, na Região Central do Estado, a prefeitura cobre cerca de 40% das despesas com o lanche, de acordo com Marlene Brizolla, coordenadora da merenda escolar da cidade. O serviço de alimentação nas escolas em Curitiba foi terceirizado desde 1997 e é quase que totalmente custeado pelo município. Dos R$ 17 milhões anuais gastos com a merenda, apenas R$ 2,2 milhões são provenientes do FNDE. (M.M.)

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