Para a estudante Jamile Santos Silva, que participa do projeto Sensibilizarte há dois anos e é aluna da 6 série de Medicina, o maior desafio do trabalho é deixar a timidez de lado e conseguir provocar um sorriso em pessoas que ela nunca viu.
''Não foi fácil no começo. A gente demora até conseguir pegar o jeito de lidar com o perfil de cada paciente. A abordagem em um adulto e em uma criança são totalmente diferentes e é por isso que precisamos estar atentos à necessidade de cada um'', revela Jamile. ''Mas quando você supera essa dificuldade inicial é maravilhoso, porque você conhece pessoas e histórias apaixonantes'', afirma.
''A que mais me marcou foi a de uma adolescente. Ela tinha 13 anos e sofria de câncer. Chegar até ela não foi fácil, mas com o tempo se tornou muito próxima, interagia, brincava muito com a gente'', conta a estudante. ''Infelizmente, ela se foi, mas me senti renovada quando a mãe dela nos procurou para agradecer os momentos bons que proporcionamos à sua filha. Vale a pena cada minuto que passamos aqui.'' (F.C.)

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