O calor chegou, o final de semana está aí e a agenda de festas para a juventude ferve de opções. Mas antes de cair na farra nunca é demais cercar-se de alguns cuidados para não fazer da balada uma roubada. É verdade que ninguém precisa transformar a diversão em neurose nem ficar trancado em casa para não se envolver em confusão. O legal mesmo é ''festar'' com consciência e responsabilidade.
Relações Públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, o tenente Ricardo Eguedis lembra que num ambiente festivo as pessoas acabam naturalmente se descuidando. E isso vale tanto para quem sai para a noitada quanto para os pais, que ficam em casa. Mas ele ressalta que os jovens assim como seus pais ou responsáveis podem cultivar hábitos preventivos que podem evitar problemas e que fazem a diferença numa situação de perigo.
Uma orientação fundamental é sempre informar para quem se preocupa com você o endereço da festa, bar, show ou boate que pretende ir, como e com quem vai e que horas pretende retornar. Chato? Um pouco, mas acredite: isso pode fazer toda a diferença em uma eventual emergência. Se o filho não disser, o pai deve questioná-lo a respeito.
Se for de carro, escolha um local iluminado para estacionar, que não fique muito afastado e nem seja às margem de rodovias. Dê preferência a locais que ofereçam segurança. Seu veículo não vai estar totalmente a salvo mas, pelo menos, o marginal vai tentar encontrar outro carro que esteja mais vulnerável. Outra orientação que pode desestimular os arrombadores é não deixar nada de valor no interior do veículo ou a vista de quem passa.
Procure também não chamar a atenção por causa do uso exagerado de jóias ou outros pertences e objetos de valor. Para evitar futuras dores de cabeça, não carregue todos os documentos pessoais nem todos os cartões bancários ou cheques. Apenas o documento de identidade ou fotocópia autenticada já é suficiente. Não descuide de bolsas e carteiras.
Já na festa, a dica é não abandonar o grupo de amigos sem deixar claro com quem está saindo e para onde. E se quiser ficar um pouco mais do que os demais, esclareça com quem pretende ficar e como deverá voltar para casa. Na balada, Eguedis diz que o ''aviso'' de não descuidar-se do próprio copo nem aceitar bebidas de estranhos não deve ser negligenciado. ''Existem pessoas que podem colocar medicamentos sedativos na bebida. Quem bebe não desacorda mas fica num estado letárgico e não sabe o que faz'', aponta o tenente, revelando que já houve registros de ocorrências deste tipo em Londrina.
E se aquele mais bêbado da festa quiser de importunar, peça licença e saia de perto. É melhor do que ver-se em meio a uma confusão sem nem saber o motivo. Em situação de briga ou tumulto generalizado, o principal é afastar-se o máximo possível. Em hipótese alguma pare para tentar descobrir o que está acontecendo. Numa aglomeração é impossível saber se há ou não alguém portando alguma arma. ''O ideal é tentar sempre se antecipar ao perigo'', explica Eguedis. Em locais fechados, é importante também saber onde ficam portas de acesso e as saídas de emergência.
Caso flagre alguém armado, em atitudes suspeitas, traficando drogas ou cometendo outros crimes, informe os seguranças do local. Caso isso não seja possível, peça ajuda imediata à Polícia Militar, através do 190.
No final da noitada, a dica é básica e velha conhecida: nunca dirija após ter consumido bebida alcóolica e não aceite carona com pessoas alcoolizadas. Todas essas orientações não livram totalmente ninguém dos riscos mas, com certeza, quem as segue tem muito mais chances de voltar para casa são e salvo. E pronto para curtir a próxima balada.

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