'Vai faltar dinheiro', diz administração do shopping
Apesar de terem sido investidos R$ 235 mil (dinheiro da Prefeitura de Londrina, Sercomtel S.A. e outros convênios), a diretoria da Sector Contabilidade e Administração de Serviços, responsável pela administração do condomínio do Shopping Popular, informou que vai faltar ainda cerca de R$ 22 mil. Os recursos seriam para garantir o pagamento do material usado no prédio. Mesmo assim, todos os envolvidos garantem que a nova sede do camelódromo deve ficar pronta até sexta-feira
O gerente da Sector, Cesar Klai de França, disse ontem que houve um aumento nos custos de 25% durante a execução das obras. ''Só para dar um exemplo, a pintura normal foi trocada por uma texturizada. Isso ampliou a conta em R$ 10 mil. Mesmo com os R$ 25 mil da Sercomtel, ainda vai faltar dinheiro'', explicou França, destacando que precisa de verbas para o pagamento do frete e da mão-de-obra da instalação de 316 portas sanfonadas de PVC, previstas para serem entregues amanhã. O gerente disse que parte do dinheiro esperado (R$ 36 mil) ainda não foi repassada para a Sector.
De acordo com o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, os recursos oficiais calculados em R$ 210 mil estavam dentro do previsto. ''Não foi um valor apurado aleatoriamente. Fizemos um levantamento de mercado e chegamos a este total. Já intermediamos recursos junto à Sercomtel e agora eles (os camelôs) terão de correr atrás de mais recursos'', resumiu Sella. Além de conseguir parte do dinheiro, a CMTU ainda vai bancar o aluguel do prédio (R$ 366 mil anuais) durante os próximos 24 meses.
Apesar do possível déficit registrado em conta, tanto Sella quanto França garantiram que as reformas ficarão prontas até sexta-feira, liberando a entrada dos camelôs que quiserem fazer a mudança. Para o presidente da CMTU, a devolução das calçadas ocupadas pelo camelódromo para a população é ''um compromisso moral'' e será feita depois de seis anos de ocupação.





