Depois de incentivar que moradores e empresários de Londrina adotem mais de 630 espaços públicos para a execução de reformas e serviços de manutenção em áreas verdes, a Prefeitura busca agora empresários e comerciantes interessados em construir minipraças nas ruas e avenidas da cidade. O decreto assinado na manhã de ontem pelo prefeito Alexandre Kireeff regulamenta a implantação dessas áreas por meio de estudos inspirados no conceito de "parklet", criado nos Estados Unidos. A intenção é que vagas de estacionamento sejam transformadas em espaços abertos de convivência com mesas, cadeiras e floreiras.
O projeto elaborado por técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) delimita regras para a concessão das áreas. De acordo com a presidente do Ippul, Ignes Dequech, as minipraças poderão ser implantadas em vias com baixa declividade e que possuam faixas de rolamento de, no mínimo, 2,80 metros largura. "Não criamos nenhuma lista de ruas. A princípio, pode na cidade toda desde que a rua não seja muito inclinada, que não interfira em ciclovias e nem nas ciclofaixas. As vias escolhidas devem ter velocidade abaixo de 40 km/h, acima disso entendemos que passa a ser inseguro para as pessoas que estarão nesse espaço", explicou Ignes.
Conforme a presidente do Ippul, não há um número mínimo ou máximo de minipraças a serem instaladas. Os empresários e comerciantes interessados deverão escolher o espaço, consultar a vizinhança e apresentar o projeto à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que deve analisar a proposta. "Existe bastante a preocupação com a mobilidade. Outras vagas de estacionamento estão sendo criadas em outras vias e o objetivo desse projeto é o convívio, é dar prioridade as pessoas", frisou. Conforme a prefeitura, propostas semelhantes foram implantadas nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.
O prefeito Alexandre Kireeff admitiu que a iniciativa privada não foi consultada previamente sobre o interesse em relação à proposta. A expectativa, segundo ele, é que a adesão ocorra de forma gradativa. "A responsabilidade pela manutenção do espaço será toda de quem tiver iniciativa de implantar a minipraça. A CMTU teria a obrigação de acompanhar e verificar se a construção está dentro das normas estabelecidas no manual e, evidentemente, se a manutenção está sendo adequada", ressaltou.

BOA PRAÇA


Já em relação às áreas públicas disponibilizadas por meio do Programa Boa Praça, o presidente da CMTU, José Carlos Bruno de Oliveira, informou que pelo menos cinco empresários devem adotar espaços públicos para executar reformas e serviços de manutenção. "Como nós estamos passando por um momento recessivo na economia do País, os empresários também sentem esse problema. Nós não esperamos uma avalanche de interessados no início. É uma questão de começar, consolidar e ver o bem que está sendo feito para a cidade e para a empresa e aí sim o aumento da procura vai acontecer gradativamente", disse. Enquanto os espaços não ficam sob os cuidados da iniciativa privada, a CMTU permanece como responsável pelos serviços de capina, roçagem, limpeza e varrição das áreas verdes.

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