Vaga de menor aprendiz mudou a vida de Natália
Segundo grau terminado e muita torcida para passar no vestibular de Administração. Esse é o retrato atual da vida da estudante Natália, 17 anos, e moradora do assentamento Santa Fé. No bairro, que é uma das regiões mais carentes de Londrina, são poucas as meninas que têm história semelhante para contar. ''A maioria parou de estudar e, por isso, não consegue arrumar emprego'', diz.
Uma situação que poderia ser a dela se há dois anos não tivesse obtido uma vaga de menor aprendiz no Banco do Brasil. Ela mesma admite que muita coisa mudou de lá para cá. ''Nossa, aprendi coisa demais, estou totalmente diferente'', diz. O salário ganho é divido em partes iguais. Uma parte para ajudar a mãe e o resto para suas necessidades.
Como outras adolescentes carentes, Natália iniciou cedo no mercado de trabalho. Antes de entrar no banco trabalhava como babá. ''Trabalhei anos nisso'', afirma. Além da sub-remuneração - ela ganhava R$ 100 -, a atividade não trazia as mesmas expectativas que o trabalho aprendiz.
Foram os cursos diversos que participou ao longo dos últimos anos e a convivência com os demais funcionários do banco que corrigiram o linguajar recheado de gírias, ensinaram a se portar e mostraram um pouco de um mundo que ela não sabia existir. ''Tenho noção de como foi importante, lá no bairro tem gente que quer por os filhos aqui até de graça, só pela experiência'', conta. (A.S.)





