Curitiba será palco no próximo dia 14 de julho de uma nova edição da "Marcha das Vadias". A concentração será às 11h, no Passeio Público. O movimento volta às ruas para reivindicar sobre os direitos da mulher. Há um ano, mais de mil pessoas compareceram à 1ª edição da marcha, realizada na busca por refletir sobre a culpabilização da mulher em casos de agressão sexual.

Na ocasião, os debates foram intensos a cerca do nome, da validade do movimento, a participação das mulheres negras, o caráter elitista do grupo, a participação masculina, o apoio às prostitutas, a causa LGBTT e o movimento feminista curitibano. Virtualmente foram mobilizadas 30 mil pessoas em torno da discussão sobre agressão sexual.


O roteiro deste ano, segundo os organizadores segue o mesmo fluxo do ano passado, mas com atrações diferentes. Em ano de eleição, o mote principal são as políticas públicas para a mulher e essa discussão será levantada durante o trajeto.

Entre as atividades previstas, estão o despejo de flores em homenagem às vítimas do aborto clandestino e um striptease coletivo. Candidatos à Prefeitura e à Câmara de Curitiba presentes na mobilização serão entrevistados. O encerramento está marcado para a Boca Maldita.


Dados preocupantes

Conforme estatística apresentada pela organização da "Marcha das Vadias" em Curitiba, o Brasil é o 7° país do mundo que mais mata mulheres. O Paraná é o 3º estado no ranking e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, é a 2º cidade brasileira com maior número de assassinatos de mulheres.

O Paraná é o segundo estado mais homofóbico do país. Em Curitiba, a cada um dia e meio uma pessoa LGBT é brutalmente assassinada.

Em 2011, no Paraná, mais de 17 mil mulheres foram agredidas e mais de quatro mil foram vítimas de crime sexual. Em 2012, quase cinco mil mulheres foram vítimas de violência. Em Curitiba, 115 mulheres foram assassinadas em 2011 e 30 mulheres foram mortas no início de 2012. A maioria das agressões (física, sexual, psicológica) ocorrem em casa e que desde criança estamos sujeitas a elas.

Além disso, os números da violência de gênero crescem a cada dia. No nosso país quase 2,1 milhões de mulheres são espancadas por ano, sendo 175 mil por mês, 5,8 mil por dia, quatro por minuto e uma a cada 15 segundos.

Em 70% dos casos, o agressor é uma pessoa com quem ela mantém ou manteve algum vínculo afetivo. As agressões são similares e recorrentes, acontecem nas famílias, independente de raça, classe social, idade ou de orientação sexual de seus componentes.

mockup