Vacinas para todas as fases da vida
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de junho de 2009
Diogo Cavazotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Quando os filhos são pequenos, os pais guardam atentos as cadernetas de vacinação. As campanhas divulgadas chegam a surtir efeito e grande parte das crianças fica imune a doenças como poliomielite, paralisia infantil, difteria, tétano, coqueluche e meningite. Porém, na adolescência e na fase adulta, as infecções voltam a colocar a saúde em risco. Hepatite B, tétano, gripe e febre amarela são apenas algumas das doenças que podem ser evitadas. Entretanto, muitos adultos não tomam as vacinas necessárias e ficam vulneráveis a doenças.
Em 2008, 96 pessoas morreram de tétano no Brasil, sendo oito apenas no Paraná. Ao todo foram 238 contaminados no País. Em 2007, o número foi ainda maior: dos 320 casos registrados em todo o Brasil, 23 foram no Paraná, totalizando 13 mortes no Estado. A febre amarela também atinge a população. Foram 40 casos em 2008 e 17 mortes no País. Os dados são do Ministério da Saúde, divulgados no Sistema de Informação de Agravos e Notificações.
Evitar esse tipo de doença é mais fácil do que parece. Basta manter em dia as vacinas que devem ser tomadas na fase adulta. É o que faz a médica Fides Sbardellotto, 60 anos. Ela é pediatra da Central de Vacinas da Secretaria da Saúde de Curitiba, e dá o exemplo mostrando a caderneta de vacinação completa. Com o documento, ela controla os períodos e datas em que se previne contra doenças como tétano, difteria, sarampo, rubéola, caxumba e gripe. Por ser uma profissional da saúde, também tomou vacina para hepatite B e febre amarela, pois viaja para estados onde existe risco de contrair a doença.
São quatro tipos de vacinas indicados para os adultos. Algumas são monovalentes (protegem apenas contra um agente infeccioso) e outras combinadas (em uma mesma dose imunizam várias doenças). Elas protegem da difteria, tétano, sarampo, rubéola e caxumba. Em situações especiais, é possível receber a vacina contra a febre amarela, aplicada dez dias antes de viagem de risco.
A responsável técnica da Central de Vacinas da Secretaria da Saúde de Curitiba, Raquel Farion, informa que muitas pessoas esquecem de manter as vacinas em dia. ''É muito importante que os idosos tomem a dose necessária para evitar a gripe. Na idade avançada o risco é maior'', aconselha Raquel. A hepatite B também pode ser evitada, mas a vacina é gratuita apenas para pessoas até 19 anos.
No ano passado, 112 mil pessoas foram vacinadas contra tétano e difteria em Curitiba. Para a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) foram 54 mil.


