Instalar um posto de vacinação no supermercado Carrefour Champagnat foi a solução encontrada pelo distrito Santa Felicidade da Secretaria Municipal da Saúde para melhorar a cobertura vacinal contra a rubéola entre as mulheres em idade fértil. ‘‘Já que o público está demorando para vir até nós, nós vamos até ele’’, diz a supervisora do distrito sanitário regional, a dentista Silvana Vicelli.
A Secretaria Municipal da Saúde ainda não fechou o balanço dos dois primeiros dias de vacinação mas, segundo a diretora do Centro de Epidemiologia, a médica Eliane Maluf, a cobertura é baixa. ‘‘Infelizmente, pelo que nos informam as equipes das unidades de saúde, o comparecimento espontâneo é pequeno’’, explicou Eliane.
A intenção é imunizar, até amanhã, todas as mulheres em idade fértil (entre 15 e 49 anos) que ainda não tenham tomado a vacina. Curitiba tem mais de 447 mil mulheres nessa faixa etária. A dose já é oferecida gratuitamente nas unidades de saúde e em algumas maternidades, mas nem todas as adolescentes e mulheres procuram a proteção. O grande problema da rubéola é a contaminação das gestantes, o que pode acarretar deficiências físicas ou mentais para o bebê.
A vacinação no supermercado, que vai até amanhã, começa às 9 horas e só termina às 19 horas. Instalado próximo ao caixa central, o posto já vacinou muitas mulheres. A vendedora Denise Pereira, com 27 anos e mãe de quatro filhos, foi uma das primeiras. ‘‘A partir de agora, vou recomendar a todas as mulheres que ainda não tomaram a vacina que façam o mesmo’’, disse.
A cabeleireira Ângela Fioravante, com 28 anos e um filho, nunca tinha se preocupado com a rubéola. Apesar de não querer ter mais filhos, ela acha importante se prevenir. ‘‘Assim, a gente poupa os outros de terem a doença também’’, disse, referindo-se ao controle da transmissão da doença que a vacina garante.
O casal João Jéferson e Débora Vivian de Oliveira também aproveitaram a oportunidade. Ele se vacinou contra o sarampo e ela, com 21 anos e mãe de um bebê de 1,8 ano, tomou a dose contra a rubéola. ‘‘De nós três, só o Lucas Mateus (o bebê) estava com as vacinas em dia’’, informou João.

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