A poliomielite, combatida por vacina, está praticamente controlada em Curitiba, sem nenhum caso desde 1995. O sarampo, que também tem campanhas de vacinação, apresentou surtos de 2,2 mil casos em 1980 e em 1987 e hoje preocupa principalmente entre os adultos. Depois de ficar de 1994 a 1996 sem nenhum caso, em 1997 foram 226 registros em adultos e em 1998 outros 502.
Com a vacinação contra sarampo e rubéola entre a população até 40 anos, desde 99 a cidade não registrou mais casos de sarampo. Já a rubéola teve uma redução drástica de 1.054 registros em 1997 para apenas nove casos por ano.
A meningite por hemófilos também teve queda significativa a partir de 1995, quando foi implantada a vacinação. De 50 casos em 96, a secretaria registrou apenas quatro em 2000. Outra doença que passou a ser prevenida com vacina a partir de 1995 é a hepatite B. Antes era aplicada só nas maternidades, com cobertura eficiente de crianças até 5 anos.
Mas por ser uma doença que pode evoluir até para a cirrose e câncer de fígado, a secretaria ampliou a cobertura para adolescentes até 19 anos, principais alvos da transmissão, já que nesta idade inicia-se a vida sexual. Ao todo, desde 1992, a secretaria contabilizou 7,8 mil portadores de hepatite B em Curitiba. Em 2000 foram registrados 95 novos casos.
Já quanto à Aids, desde 1984 foram 4,8 mil notificações em Curitiba. A partir de 99, o número estabilizou em 600 novos casos por ano. Uma das caracteríscas atuais da doença é o crescimento em meio à população mais carente, de menor escolaridade e entre mulheres. (M.G.)

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