Érika Pelegrino
de Londrina
A ocorrência de uma morte provocadas pela febre amarela e de casos confirmados da doença nos Estados do Mato Grosso e Goiás aumentou a procura pela vacina nos postos de vacinação em Londrina. A campanha começou em agosto do ano passado e deveria ter sido encerrada em dezembro, mas foi prorrogada até fevereiro deste ano por não ter atingido a meta de vacinar 380 mil pessoas, segundo o coordenador do programa Saúde na Praça, da Secretaria Municipal de Saúde, Eder Pimenta.
A notícia que pessoas morreram em outros estados em consequência da doença alertou a população que parecia até então resistente à idéia de tomar a vacina. Segundo Eder Pimenta, nos primeiros 15 dias de janeiro o número de vacinados já ultrapassou os mais de dois mil registrados em todo o mês de dezembro.
Só na sexta-feira 347 pessoas procuraram o posto de vacinação montado no Calçadão, próximo ao Banco do Brasil. A média anteriror não chegava a 100. Segundo a auxiliar de enfermagem Claudia Fidélis Ramos no primeiro mês da campanha, agosto, a média de procura naquela posto era de mil pessoas por dia. ‘‘Depois foi decaindo e agora em janeiro a procura voltou a aumentar’’, afirma.
A preocupação, de acordo com a auxiliar de enfermagem, é que a doença é transmitda pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, aedes egipsys, que Londrina ainda não conseguiu controlar. Embora não haja nenhum caso de febre amarela na cidade, se uma pessoa contaminada for picada pelo mosquito a situação pode ficar séria.
Eder Pimenta afirma que atingir a meta de vacinar 380 mil pessoas depende apenas da conscientização da população para a gravidade da doença e a importância de tomar a vacina. Segundo ele já foram vacinadas 200 mil pessoas e há em estoque mais 100 mil doses. ‘‘Acabando estas, mandamos vir mais. isto não é problema. O importante é as pessoas procurarem os postos’’, afirma.
O pedreiro Aloísio de Oliveira, 65 anos, ficou assustado ao ficar sabendo dos casos de morte provocados pela febre amarela e ontem foi tomar a vacina. ‘‘Tem que previnir, porque depois que pega a doença não adianta mais nada, só o cemitério’’. O estudante, Rodrigo Antônio da Silva, 13 anos, decidiu tomar a vacina ontem porque estava indo viajar para o Mato Grosso.
Durante toda a manhã de ontem a procura foi grande no posto de vacinação montado no Calçadão. ‘‘De acordo com a programação a campanha deverá ser prorrogada até fevereiro, mas se a procura continuar ficaremos durante todo o ano’’, afirma Cláudia Ramos.
Além dos postos de saúde, a população pode ser vacinada em postos montados em lugares públicos como o Calçadão e o Zerão. Eder Pimenta afirma que apenas gestantes e crianças com menos de um ano não podem ser vacinadas. A validade da vacina é de 10 anos.Secretaria Municipal de Saúde registrou aumento na procura pela vacina após as notícias de morte e casos confirmados em outros Estados
Cesar AugustoCAMPANHA NO CALÇADÃOQuiosque armado no centro de Londrina seria desmontado em dezembro, mas continua aplicando a vacina

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