Vacinação contra rubéola é prorrogada
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
A Secretaria de Estado da Saúde irá estender, por mais um dia, a campanha de vacinação contra a rubéola no Paraná. A preocupação é atingir boa parte da população que ainda não tomou a vacina. Até ontem, cerca de 70% das pessoas com idade entre 20 e 39 anos haviam sido imunizadas. A meta do governo era alcançar, pelo menos, 95% da população paranaense nessa faixa etária, que soma 3,5 milhões. O índice nacional de imunização, até ontem, era semelhante ao do Estado. A campanha nacional termina amanhã, mas, no Paraná, as unidades de saúde ainda disponibilizarão a vacina.
Em coletiva na tarde de ontem, o secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin, reforçou a importância da imunização contra a rubéola e fez um apelo para que os paranaenses compareçam nos postos de saúde até sábado para tomar a vacina. Segundo ele, entre os homens, a cobertura foi menor. Dos cerca de 1,7 milhão que deveriam ser vacinados, pouco mais de 1,1 milhão haviam sido imunizados até ontem, o que corresponde a 68,03%. Foram justamente os homens -a maioria na faixa dos 20 aos 39 anos- que concentraram 73% dos casos de rubéola notificados no ano passado: 46 de um total de 63.
O auxiliar administrativo Fábio Lala, 23 anos, admite que não tomou a vacina, apesar de morar ao lado de uma unidade de saúde, no bairro Sítio Cercado. "Não fui por falta de tempo", justificou. Já o motorista Vicente Camargo, 41 anos, demonstrou mais preocupação em ficar imune. Embora já tenha passado dos 39 anos, decidiu tomar a vacina assim mesmo, aproveitando a campanha realizada na escola da filha.
As mulheres estão aderindo mais à campanha. O índice de cobertura foi de 74,2%, atingindo mais de 1,3 milhão de mulheres. Em Curitiba, o percentual de imunização foi superior: 80,5%, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde.
Para Martin, o índice de 70% não é ruim, considerando que essa não é uma campanha habitual. "A faixa etária que se pretende atingir não tem o hábito de se vacinar", acrescentou.
Outro fator que tem levado ao índice insatisfatório de cobertura, tem sido a falta de informação. As pessoas que já tomaram a vacina ou já tiveram rubéola estão deixando de se vacinar. A secretaria informa que quem já teve a doença deve tomar a vacina porque pode ter uma reinfecção que é, muitas vezes, assintomática, mas permite a transmissão do vírus. Cerca de 5% da população não reagem ao estímulo da vacina, podem portar o vírus e transmiti-lo para a população desprotegida.
O secretário destacou que a maior preocupação é com a rubéola congênita. Nas mulheres grávidas infectadas, a doença pode causar vários problemas para o bebê como catarata, glaucoma, surdez, cardiopatias, autismo, baixo peso e diversos tipos de deficiência, inclusive, mental.


