Vacinação contra raiva será sábado em 56 municípios
Começa no próximo sábado a campanha anual de vacinação contra a raiva animal, em 56 municípios localizados na divisa com os Estados São Paulo, Mato Grosso do Sul e fronteira com o Paraguai. Com 200 mil doses de vacina, a meta é manter uma barreira imunológica contra a doença, que ainda existe nessas regiões vizinhas.
A secretaria estadual da saúde está fazendo um alerta para que os moradores dessas regiões não deixem de vacinar seus animais. O coordenador estadual da campanha, veterinário Lineu Roberto da Silva, enfatiza que é importante vacinar cães e gatos. A expectativa é de vacinar 190 mil cães, cerca de 13% da população canina do Paraná.
Cada região terá estratégias específicas para atingir a meta durante o próximo mês. Na região de Guaraqueçaba, os funcionários da Secretaria da Saúde vão levar a vacina para as populações mais isoladas. Em Foz do Iguaçu, a campanha foi antecipada por causa do risco maior e já começou na segunda-feira na zona rural. Em todas as cidades, haverá postos fixos de vacinação nas escolas.
A vacina, produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), pode ser aplicada em dose única e em 20 dias começa a fazer efeito. O reforço é anual e só os animais doentes em estado grave ficam de fora da vacinação. Há mais de 20 anos não são registrados casos de raiva humana provocada por cães no Paraná e a última transmissão por mordida de morcego aconteceu em 1987. Mas a raiva canina ainda é um problema na região de Foz do Iguaçu, onde foram registrados quatro casos esse ano e mais um em outra cidade da região.
A raiva não tem cura. A doença atinge o sistema nervoso central do animal e altera seu comportamento. O animal fica com as pupilas dilatadas e passa a rejeitar a comida. Num segundo estágio, o animal começa a salivar, fica agressivo e, numa fase final, tem paralisia nos membros e também na mandíbula, o olhar fica opaco e ele acaba morrendo de parada respiratória ou ataques convulsivos. Todo o quadro dura seis dias. O animal deve ser isolado e, se houver necessidade de sacrificar o animal, o trabalho deve ser feito por técnicos da vigilância epidemiológica de cada cidade.
Mesmo sem apresentar sintomas, o animal pode transmitir a doença, por isso é importante que a pessoa mordida por um animal deve procurar um posto de saúde o mais rápido possível. No homem, a doença provoca dor de cabeça, febre, perda de sensibilidade no local da mordida, maior sensibilidade à luz e a contatos físicos, salivação, convulsão e paralisia generalizada. O paciente também fica agressivo e deve ser colocado em isolamento para não agredir outras pessoas. A doença não tem cura e depois de apresentar os sintomas, o paciente tem apenas mais sete dias de vida. Por isso, é importante procurar imediatamente atendimento médico ao ser mordido por um animal, mesmo sem saber se ele estava contaminado.





