Mais da metade da população de um a 39 anos de Curitiba e outros oito municípios foi vacinada contra o sarampo. Até terça-feira, 690.339 pessoas haviam recebido a vacina (66,9%). Só na faixa dos 15 a 39 anos, foram aplicadas 653.866 doses (70,7%). A meta da Secretaria de Estado da Saúde é imunizar 1.032.097 pessoas.
A campanha de vacinação contra o sarampo termina no sábado. São 300 postos espalhados por Curitiba, Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais e São José dos Pinhais.
Curitiba tem o maior índice - 79,4%. O número de pessoas vacinadas chega a 513.490. O município de Campo Magro tem o menor - apenas 3.693 pessoas (28,1%) foram vacinadas. ‘‘As pessoas das cidades pequenas normalmente trabalham fora - em Curitiba ou outro município - e só voltam para casa à noite’’, disse o secretário da Saúde, Armando Raggio. É por isso que Campo Magro está mudando sua estratégia. Nesta semana, os agentes devem visitar as escolas no período da noite.
Colombo, que vacinou 45.611 pessoas (52,9%), também vai adotar a estratégia de ir a escolas e terminais no período da noite para vacinar os adultos. O município ainda está investindo na imunização dentro das empresas. Em Curitiba, as empresas podem agendar um dia para vacinação pelos telefones 148 e 156.
Até o final de outubro, foram registrados 792 casos de sarampo e uma morte no Paraná - 668 em Curitiba e Região Metropolitana. Curitiba apresenta o maior número de casos. São 467. A faixa etária mais atingida é a dos 20 aos 29 anos.
No ano passado, o Paraná teve 518 casos de sarampo e uma morte. Em 1996 e 1995, não houve registro da doença.
Os sintomas do sarampo são semelhantes ao de uma gripe forte - tosse, corisa, febre, vermelhidão, secreção intensa e mancha branca na mucosa da boca (mancha de Koplik). No adulto, o quadro é mais grave. Com a defesa imunológica baixa, o adulto está sujeito a outras doenças, principalmente pneumonia.
Depois da vacinação, as pessoas também podem apresentar alguns sintomas. Raggio disse que pessoas mais sensíveis podem ter indisposição, dor local, vermelhidão e febre. Quem for vacinado não deve doar sangue no período de 30 dias. Segundo Raggio, o vírus da vacina é atenuado, mas pode ter atividade no organismo debilitado de quem está recebendo o sangue. (A.C.)

mockup