Vacinação chega às escolas particulares
A Secretaria de Saúde de Londrina começa nesta semana a deslocar equipes para os colégios particulares para tentar ampliar a cobertura da vacina contra a dengue. A campanha de vacinação começou em 13 de agosto e foi prorrogada até 24 de setembro, mas a imunização ainda está bem abaixo da meta. A expectativa da secretaria era distribuir 121 mil doses da vacina, mas até agora apenas 25 mil foram aplicadas, o que corresponde a 20,66% da meta.
Desde o início da campanha, equipes volantes da secretaria já visitaram 20 escolas estaduais e universidades e estendeu a vacinação para todas as 54 unidades básicas de saúde da cidade, mas as ações não surtiram o resultado esperado. A visita às escolas particulares é mais uma tentativa de alcançar o maior número de pessoas na faixa etária de cobertura da vacina, de 15 a 27 anos.
"Nós vamos procurar ir nas empresas maiores também, como as de call center", disse a coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes.
Na semana passada, a secretaria também divulgou que agentes estavam fazendo visitas de casa em casa para informar sobre a importância da vacinação.
"Quando a gente observa a cobertura, está baixa, mas houve um aumento da procura no sábado (3 de setembro) quando as pessoas achavam que era o último dia da vacinação, provando que as pessoas deixam mesmo para a última hora", avaliou Sônia, que também percebe resistência da população em relação à vacina. "A baixa procura acontece em todo o Paraná, não é só em Londrina, provavelmente por ser uma vacina nova. Isso acontece toda vez que acontece a implantação de uma nova vacina. Foi assim com a vacina contra a influenza (gripe) e contra a rubéola. Depois que as pessoas veem a efetividade, acaba tendo adesão."
A vacina contra a dengue está disponível a moradores de 30 município paranaenses. Em Londrina e em outras 27 cidades, as doses são distribuídas à faixa etária entre 15 e 27 anos. Em Assaí e Paranaguá, municípios que enfrentam altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, a cobertura é mais ampla, entre 9 e 44 anos. A coordenadora de Imunização afirmou que não deve haver uma nova prorrogação da campanha. (S.S.)





