Devem faltar cerca de 46 mil vacinas contra a gripe para aplicação em idosos com mais de 65 anos no Paraná. As doses enviadas ao Estado pelo Ministério da Saúde, que faz a campanha, foram baseadas em número do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e são insuficientes para atender a procura. Atualmente, a falta ocorre em municípios de pequeno porte do interior do Estado.
O governo estadual já encaminhou um pedido de mais 46 mil doses ao Ministério da Saúde. O reforço, no entanto, só poderá ser confirmado após o término da campanha em todos os estados brasileiros, o que acontece hoje - no Paraná, a campanha será prorrogada até o dia 30 deste mês. Um fator que teria contribuído para a falta de vacinas, segundo o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde, Nereu Henrique Mansano, foi o envio exato do número de vacinas com o da população idosa. Em geral, conforme o diretor, a secretaria trabalha com um estoque estratégico de 20% acima da meta. Esse fator pode, então, provocar a falta de vacina em outros Estados.
A procura da população, conforme Mansano, surpreendeu o governo Federal e provocou a falta. Segundo ele, o Ministério teria se baseado nos países considerados de primeiro mundo, nos quais a procura pelas vacinas atingem índice médio de 60%. A meta do governo federal era atingir 70% da população, mas a procura chegou a 100%.
Segundo Mansano, foram mandadas ao Paraná 461.368 doses da vacina, que seria o número de idosos com mais de 65 anos do Estado. As vacinas, conforme ele, foram distribuídas aos municípios de acordo com os dados estatísticos do IBGE. Algumas Regionais de Saúde, como Maringá, registraram, porém, procura superior às doses mandadas pelo Ministério da Saúde.
Para Mansano, ou o instituto registrou menos idosos dos que existem ou devem sobrar vacinas em outros municípios, o que obrigaria a Secretaria da Saúde a fazer um remanejamento das doses. Até terça-feira desta semana, os 1.890 postos de vacinação do Estado haviam aplicado 358.347 doses, o equivalente a 77,7% dos idosos.

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