Maringá - A Secretaria de Saúde de Maringá está chamando a atenção da população na faixa etária de cinco a 19 anos para a imunização contra a hepatite B. Mesmo com doses disponíveis nos 23 postos da rede pública da cidade e com campanhas periódicas nas escolas, cerca de 40 mil pessoas do universo de mais de 80 mil nesta faixa etária ainda não receberam a primeira dose ou não completaram o esquema de vacinação. A situação preocupa os técnicos porque a hepatite B na fase aguda pode matar e, quando crônica, amplia as chances de transmissão da doença na população.
Segundo a responsável pelas vacinas da Secretaria de Saúde, Ana Lúcia Ferrer, até de 2001, a rede pública imunizava apenas bebês e crianças com cinco anos de idade. Por causa da necessidade de prevenção, principalmente entre os jovens, a Saúde ampliou a faixa para até 19 anos. O problema, no entanto, é convencer as pessoas da importância da vacina.
Ana Lúcia explica que a contaminação da hepatite B se dá por meio de relações sexuais, uso de seringas e transfusão de sangue. ''Por isso, os jovens são prioridade porque nesta faixa etária se inicia a atividade sexual, além dos próprios usuários de drogas'', diz a responsável pelas vacinas. Ana Lúcia afirma ainda que o ideal é a imunização de todas as pessoas antes de ficarem doentes. ''A imunização só é completa quando todas as doses são aplicadas'', explica.
O esquema consiste em três doses injetáveis sendo que o intervalo entre a primeira e a segunda é de um mês. A terceira dose é aplicada depois de cinco meses. Ana Lúcia garante que a vacina ''não é muito dolorida''. A dose é de apenas meio mililímetro. Entres as sequelas da hepatite B estão a cirrose e o câncer de fígado. A doença também é transmissível no parto quando a mãe está contaminada. ''Por causa disso, nos preocupamos com as mulheres em idade fértil'', diz Ana Lúcia.
Pesquisas apontam que 80% dos cânceres de fígado primários estão associados à infecção da hepatite B e que entre 70% a 90% dos bebês nascidos de mães contaminadas desenvolvem a infecção crônica, sendo que 25% morrem de doença hepática na idade adulta.

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