Setenta mil doses de vacina brasileira vão ajudar a combater a raiva canina em municípios paraguaios fronteiriços com Foz do Iguaçu. As vacinas foram doadas ao governo paraguaio pelo Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde do Paraná. O objetivo é impedir que a doença entre no Estado.
A raiva canina está controlada no Paraná. No ano passado, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, apenas Foz do Iguaçu registrou casos da doença. Apesar de terem sido vacinados 72 mil animais na cidade, foram registrados 12 casos de raiva em cães. Não houve registro de contaminação em humanos.
‘‘Como desenvolvemos campanhas de vacinação intensivas em todo o Estado, acreditamos que os cães contaminados tenham entrado no Paraná pela Ponte da Amizade’’, disse o médico veterinário Lineu Roberto da Silva, da Secretaria da Saúde. A Ponte da Amizade, sobre o Rio Paraná, liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. ‘‘É impossível controlar a raiva no Brasil se ela não for controlada no Paraguai’’, completou.
A campanha de vacinação no Paraguai será iniciada na próxima segunda-feira e deverá durar mais de um mês. Será feita a imunização casa-a-casa nos municípios de Ciudad del Este, Hernandarias, Presidente Franco e Minga Guazú. O Paraguai não desenvolve campanhas de vacinação em massa contra a raiva. O monitoramento governamental da doença também é falho.
Além de doar as vacinas, o Paraná está treinando funcionários do Ministério da Saúde e Bem-Estar Social paraguaio para aplicá-las. A raiva é uma zoonose (doença transmitida ao homem por animais) que pode levar à morte. Os principais transmissores são cães e morcegos.

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