Agasalhar-se bem e evitar contato com pessoas gripadas são algumas dicas que o médico pneumologista da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Roberto Pirajara Araújo, aconselha para quem não quiser contrair um resfriado. Além desses cuidados, o médico aconselha também se vacinar contra gripe. ‘‘É mais um reforço para não adoecer’’, sugere.
Segundo o médico Moisés Paciornick, ainda há tempo de evitar a incidência de resfriado ainda neste inverno. ‘‘O prazo limite para tomar a vacina contra os vírus da gripe deste ano encerra em julho. Depois dessa data, a imunização fica comprometida’’, explica o médico, que há dois anos vem aplicando a vacina em sua clínica. Ele conta que a possibilidade de uma pessoa contrair a doença cai a 10%, após tomar a vacina. ‘‘A vacina não protege contra todas as cepas do vírus’’, informa. Paciornick diz que a vacina de um ano não é válida no ano seguinte, por causa da mutação do vírus. ‘‘Por isso, a cada ano é feito uma nova dose, tomando como base o tipo de doença registrada no país no ano anterior’’.
O pneumologista Pirajara explica que a vacina da gripe atinge principalmente o vírus da influenza, considerado o mais agressivo. Ele explica que outras cepas não atingidas apresentam menor virulência. Para tomar a vacina a pessoa não pode estar gripada e, também, não pode ser alérgica a ovo. ‘‘O ideal é tomar a vacina durante o início do outono, para estar protegido no inverno’’.
O médico explica que outras doenças associadas a gripe não são imunizadas pela vacina. ‘‘Por isso, evitar contatos com pessoas gripadas vai possibilitar as pessoas um inverno saudável’’, aconselha. Maria Lúcia Redi é um exemplo disso. ‘‘Tomei a vacina de gripe e peguei uma laringite, com uma forte dor de garganta. Mas mesmo assim, defendo a vacina que é muito boa’’, diz. (I.R.)

mockup