Todos os meses, a equipe da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) apreende, em média, 25 vacas e cavalos. São bichos que ficam soltos pela cidade, incomodando. Esses animais só voltam para seus proprietários depois do pagamento de multa de R$ 58 no caso dos equinos e R$ 116 para os bovinos. Se houver reincidência, esses valores de multas dobram. Se os proprietários não aparecem para recuperar os animais em sete dias, os bichos vão para doação, mas para algum pequeno produtor que more a pelo menos 10 km da área urbana para não haver risco de os bichos voltarem a perambular pela cidade.
Além disso, segundo Carlos Levy, o secretário do Meio Ambiente, também chegam à Sema denúncias de pessoas que se sentem incomodadas com criações na área urbana. As últimas se referem a porcos, cabras e bodes. O Código de Posturas de Londrina, em seu Artigo 66, faz ressalvas quanto às criações na cidade: ''Fica terminantemente proibida a criação, dentro dos limites da cidade, das vilas e dos povoados, de animais e aves que possam constituir focos de insetos ou que, de qualquer modo, possam causar incômodo ou mal-estar à população vizinha.''
Porém, se tem gente que faz as criações urbanas se tornarem problema, também há os bons exemplos, como o Sérgio, lá do ''sítio'' da Dez de Dezembro, ou o Roberto Tunqui, da Gleba Palhano (zona sul). Aos poucos, ele viu os prédios rodearem o sítio da família, que até vendeu um pedaço das terras para a construção de uma universidade; e o que era zona rural virou zona urbana, como comprovam os carnês de IPTU que a prefeitura anda enviando.
Num pedaço de pasto, Roberto mantém 11 cabeças de gado, segundo ele só para não deixar a grama crescer demais. ''Tenho quatro vacas leiteiras e mesmo assim compro leite'', comenta, bem humorado. (W.S.)

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