Após paralisação de quase um mês, a vaca mecânica do Programa de Voluntariado do Paraná (Provopar) de Londrina voltou a funcionar. Ontem, ela já produziu cerca de 70 litros de leite de soja para teste e, segundo a gerente administrativa do Provopar, Lenir Cândida de Assis, a quantidade deve chegar hoje aos 400 litros, capacidade total da máquina.
Adquirida em 27 de setembro, a vaca mecânica precisou interromper a produção porque a capacidade elétrica e hidráulica do prédio do Provopar não comportava a demanda exigida. A energia do local chegou a cair e a caixa d'água, a ficar vazia. Isto, porque a máquina consome cerca de 700 litros de água por dia. Para solucinar o problema, a instalação elétrica do prédio foi refeita. Os custos com materiais somaram R$ 2,5 mil. ''A mão-de-obra, conseguimos de graça das pessoas que fabricam a vaca'', disse Lenir. O problema da falta de água foi resolvido com a instalação de um cavalete que liga a água da rua diretamente às instalações da máquina. Essa parte custou R$ 850,00.
O leite de soja produzido será encaminhado a 1,3 mil crianças atendidas pelo projeto Viva Vida. Segundo Lenir, os dias de paralisação não prejudicaram as crianças porque elas recebem leite de vaca diariamente. ''Elas reclamaram porque o leite de soja é gostoso, parece iogurte e por isso sentiram falta'', completou. Amanhã, o alimento já deve começar a ser distribuído entre as 14 unidades do Viva a Vida, espalhadas na área urbana e nos distritos de Lerroville, Paiquerê e Guaravera.
Para o próximo ano, o Provopar pretende ampliar o número de crianças que receberão o alimento de soja. ''Ele será entregue também para algumas crianças da rede de educação da periferia da cidade. Será direcionado às crianças que têm deficiência de alimentação em casa'', salientou Lenir.

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