Uvepar quer maior divulgação de atividades
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de abril de 1999
Patrícia Zanin 
O presidente da União dos Vereadores do Paraná (Uvepar), Edson Primon, quer que as câmaras tenham o direito de gastar com divulgação de suas atividades. O Tribunal de Contas não permite gastos de Câmaras com a imprensa porque muitas acabaram gastando muito, mas seria importante um controle para permitir que se tornem públicos os atos dos vereadores, defende.
Ele cumpre seu segundo mandato em Matelândia (72 quilômetros a oeste de Cascavel) e acredita que, se a pauta das sessões dos Legislativos continuar não sendo divulgada, a população não vai acompanhar os debates sobre fatos importantes. Se a gente vota um orçamento, por exemplo, como a comunidade fica sabendo se isso não tem ampla divulgação?
Primon admite, porém, que existem alguns gastos desnecessários por parte dos vereadores. Ele cita como exemplo o assistencialismo, considerado inevitável para muitos vereadores. O vereador tenta resolver o problema de saúde, da cesta básica, da falta de emprego, mas é preciso que a população entenda que as funções dele são fiscalizar os atos do Executivo e propor leis.
O presidente da Uvepar reconhece que, em inúmeros casos, as Câmaras deixam de cumprir suas funções pelo excesso de atrelamento ao Executivo. Ele defende um resgate do papel do vereador. Quando o Legislativo tem função, mas deixa de exercer, começa a passar por instituição desnecessária. Ele acredita que quem mais sofre com o descrédito da classe política é o vereador que encontra o eleitor no portão de casa.
Sobre os gastos com as câmaras, ele diz ser favorável à Lei Amin, que limita os repasses das prefeituras aos legislativos. A autonomia só existirá quando estiver pautada na moralidade.


