O superintendente do Hospital Universitário (HU), Francisco Eugenio de Souza, admitiu ontem que a situação é muito grave, em função da superlotação nas unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e de Cuidados Intermediários (UCI). A UTI, com capacidade para sete vagas, está com 11 recém-nascidos, o que significa uma taxa de ocupação de 157%. A UCI, que tem 10 vagas, está com 13 crianças internadas taxa de ocupação de 130%. Além disso, cinco mulheres estão na Maternidade, com gestação prematura.
Souza disse que o local convive com frequência com a superlotação. ''Ampliar, ampliar, ampliar é a única solução,'' garantiu. A UTI não tem mais capacidade para receber nenhuma criança, assegurou o médico. ''Mas não podemos negar atendimento'' acrescentou.
Souza ressalta que o espaço físico está precário e os funcionários estão se desdobrando em horas extras para atender os pacientes. Segundo o superintendente, o fato de a recuperanção das crianças ser lenta complica a liberação de leitos. ''Alguns bebês ficam 30, 60 e até 90 dias internados. Não é fácil a liberação de leitos'', explica.
Fatores como a proximidade dos leitos aumentam o risco da transmissão infecções em organismos pouco resistentes como o dos recém-nascidos prematuros, alertou o médico. Problemas que já chegaram a acontecer no hospital, lembrou. Em abril, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública. Em maio, a Justiça concedeu liminar exigindo a ampliação do número de leitos. A direção do HU tem um plano de ampliação da UTI Neonatal, já concluiu a licitação para a elaboração dos projetos, mas aguarda a liberação dos recursos para as obras.
Silva esclareceu que a UTI atende crianças de Londrina e da região. ''Precisamos de apoio para a ampliação, pois a situação está insustentável,'' desabafou.

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