Marcos NegriniTratamentoEncubadoras modernas avaliam circulação sanguínea, a temperatura e alimentam bebês prematurosA Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Universitário de Maringá (HU) começou a funcionar às 7 horas de ontem. Todos os seis leitos disponíveis já deverão estar ocupados hoje. Ontem cedo, três recém-nascidos prematuros já estavam na nova UTI.
Com a entrada em funcionamento da UTI neonatal, o HU chega ao limite de ocupação de seu atual espaço físico, que é de 5,3 mil metros quadrados. O superintendente Paulo Roberto Donadio aguarda ainda para este primeiro semestre a liberação, pelo governo estadual, de R$ 742 mil do Reforsus, que, juntos com a contrapartida de R$ 114 mil do HU, servirão para construir mais 2 mil metros quadrados.
‘‘O ideal seria completar o projeto original do HU, que tem 55 mil metros quadrados. Mas do jeito que vai isso só será possível daqui a 30 anos’’, explicou Donadio.
A UTI neonatal ficou pronta em meados de 97, mas somente agora é que o HU conseguiu contratar, através de concurso público, 12 pediatras, 14 enfermeiros e mais 14 ajudantes de enfermeiros. Esse mesmo número de profissionais trabalha na UTI de adultos, que tem quatro leitos. Ao todo, o HU - o único hospital público da cidade - tem 108 médicos e atende a uma média de 8 mil pacientes por mês, sem contar os 1.200 atendimentos mensais em ambulatório especializado (consultas pré-agendadas).
Donadio explica ainda que a nova UTI não vai aumentar o número de atendimentos do hospital. ‘‘Vamos equacionar e melhorar a qualidade do atendimento’’, afirmou o médico. O HU faz uma média de 40 partos por mês. Em dezembro passado, por exemplo, foram 53 partos. Desses, 13 bebês ficaram no berçário, que tem quatro leitos, acompanhados das mães. O HU exige que, nesses casos, a mãe fique junto de seu filho.
‘‘Quando o bebê fica no berçário é porque ele necessita de cuidados médicos. E se o estado dele se agrava, então o HU providencia o internamento em UTI neonatal dos outros hospitais. Agora, com a sua própria UTI, o HU vai melhorar o atendimento de seus recém-nascidos’’, disse Donadio. Três bebês já foram internados na nova UTI, mas o berçário não esvaziou. ‘‘Pelo contrário, está lotado novamente’’, disse. Cada bebê fica em média 8,5 dias no berçário, segundo levantamento feito pelo hospital durante os 12 meses do ano passado.
Em 97, o HU construiu duas UTIs, reformou o Centro Cirúrgico, o Centro de Material Esterilizado e a Enfermaria de Cirurgia Pediátrica. A reforma custou R$ 473 mil, pagos com recursos do próprio HU, através de prestação de serviços ao SUS, e mais R$ 676 mil do governo estadual usados na compra de equipamentos.

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