UTI Neonatal do HC deve ser ampliada
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sábado, 22 de dezembro de 2001
Maigue Gueths<Br>De Curitiba 
O Serviço de Neonatologia do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba espera aumentar sua capacidade de atendimento a bebês em situação de risco a partir de fevereiro do ano que vem. O projeto de ampliação do prédio está pronto e prevê o aumento da capacidade de internamento do setor dos atuais 26 para 49 leitos. Para viabilizar as obras, o investimento previsto é de R$ 50 mil, valor já acertado para ser repassado em janeiro, pela Secretaria Municipal de Saúde e o Itaú/Banestado.
O primeiro passo para a ampliação dos serviços foi dado ontem, com o repasse da Secretaria Estadual da Saúde de equipamentos ao HC para uso em UTI Neonatal, no valor de R$ 200 mil. A secretaria entregou dez leitos equipados para UTI, produtos cirúrgicos e material para qualificação dos funcionários. O repasse faz parte do programa estadual Rede de Proteção à Vida, criado pela secretaria, que prevê investimentos de mais R$ 720 mil, beneficiando 194 municípios.
''O grande problema do Estado é a falta de leitos de UTI Neonatal para atender toda a demanda gerada em diversas cidades'', diz o chefe do Departamento de Pediatria do HC, Mitsuro Miaky. O serviço de atendimento à gestação de alto risco do HC é considerado como centro de referência. Por isso, apesar da UTI ter capacidade para dez bebês, é comum ela ter que atender 13 a 15 crianças. Essa superlotação acaba aumentando o risco de infecções no local.
O programa Rede de Proteção à Vida, segundo a secretaria, foi criado justamente para aumentar o número de leitos de UTI Neonatal em todo Estado e, consequentemente, reduzir a mortalidade infantil e materna. Desde 1994, o número de leitos disponíveis para atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou de 33 para 212. A mortalidade infantil reduziu 24% (passou de 25,58/mil nascidos vivos para 19,42/mil nascidos vivos).


