Edson GuittiPaciente é recebido pelo Hospital Universitário; número de leitos de UTI ainda não foi definido

A diretoria do Hospital Universitário de Maringá (HU), reunida ontem, decidiu que a UTI que será financiada pelo governo do Estado será montada dentro de área já construída do hospital. Os diretores acreditam que a simples montagem de leitos de UTI no espaço já existente pode agilizar o atendimento a pacientes do SUS. Por enquanto, não ficou definido o número de leitos de UTI a serem montados.
O secretário municipal de Saúde, Ivan Murad, disse ontem que o número de leitos de UTI confirmados em Maringá para o SUS caiu para apenas 21. São 10 do Hospital Santa Rita, 10 da Santa Casa de Misericórdia (quatro infantis) e um do Hospital Maringá. Na semana passada, a Santa Casa tinha oferecido 13 leitos de UTI, mas ontem decidiu se limitar a 10.
Falta a confirmação do número de leitos que serão colocados no sistema pelo Hospital Metropolitano, de Saarandi. Murad explicou que falta a diretoria do hospital assinar a ficha cadastral. Como alguns diretores estão de férias, a confirmação só deve ser feita no final desta semana. ‘‘Eles têm dez leitos. Vamos ver se nos oferecem pelo menos cinco’’.
A comissão que fiscaliza o acordo feito entre hospitais da cidade e a Secretaria Estadual de Saúde vai entregar ao secretário Armando Raggio, na próxima terça-feira, em Maringá, um relatório completo sobre a crise do setor, que já provocou sete mortes somente neste mês. Eram pacientes do HU que morreram por falta de vagas em UTIs dos hospitais de Maringá.
O prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (PSDB), estava em Brasília ontem para uma audiência com o ministro interino da Saúde, Carlos César de Albuquerque. Ele foi a Brasília apresentar a situação da saúde pública na região, e reivindicar recursos para equipar três núcleos de saúde, a um custo aproximado de R$ 700 mil. A reunião, que deveria ter acontecido anteontem, foi transferida para ontem.

mockup