UTI de Ponta Grossa tem 4 contaminados por bactéria
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de outubro de 2003
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Santa Casa de Ponta Grossa registrou quatro casos de contaminação por bactéria dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A unidade está interditada. Segundo o diretor-clínico do hospital, Dalton Scarpin, a acinetobacter chegou até o hospital através de um paciente transferido há cerca de dez dias. ''Ele veio para cá pois precisava ser internado na UTI, e no hospital onde estava internado não havia'', disse.
O paciente, que estava internado em outro hospital de Ponta Grossa, contaminou duas pessoas internadas na UTI. ''Quando o hospital detectou a contaminação, a UTI foi interditada e foram tomados todos os procedimentos de segurança e foram examinados os demais internados na unidade'', contou Scarpin. Dos demais pacientes examinados, mais um havia sido contaminado, totalizando quatro casos.
Oa pacientes infectados pela bactéria estão sendo tratados isoladamente. ''A situação está sob controle'', garantiu o diretor-clínico, que prevê que a UTI seja liberada em 48 horas caso não seja detectado mais nenhum outro caso de contaminação pela acinetobacter. Já, o período de cura dos pacientes vai depender da resposta de cada um deles aos medicamentos que estão sendo utilizados para o tratamento.
A acinetobacter é transmitida através do contato com secreções da pessoa contaminada, podendo também ser transmitida pelo contato com as mãos do doente e até por vias aéreas. Os sintomas são os mesmos de uma infecção: dores pelo corpo, febre e secreções. ''A bactéria é potencialmente letal. Se não tratada corretamente e em tempo, como qualquer outra infecção, pode levar à morte'', explicou Sacarpin.
Segundo o diretor, o gasto mensal com pacientes internados na UTI é de R$ 40 mil. Já nos casos mais graves, como os da contaminação pela bactéria, o hospital chega a gastar até quatro vezes.


